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quinta-feira, 17 de setembro de 2020

"A nova escola em um novo normal"

Até o fim de 2019, planejava, ao lado de todo o corpo docente, como seria o ano letivo de 2020. Há mais de 30 anos como psicopedagoga e com experiência tanto no ensino público como no privado, tirava de letra o cronograma escolar para as turmas que atendo, no Educandário Jardim das Goiabeiras e também em uma escola municipal de Cuiabá.
Começamos 2020 e tudo ia bem. Até que no dia 11 de março, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou que um vírus originado em uma cidade até então desconhecida da China se alastrava mais rapidamente que o imaginado e o que vivíamos seria classificado como pandemia. Mas, até então, achávamos que este tal de ‘novo coronavírus’ ou COVID-19 não chegaria aqui e tão pouco seria uma ameaça real.
Menos de 15 dias após o anúncio da OMS, foi a vez de Mato Grosso começar a fechar escolas, shopping centers, comércio em geral e serviços não essenciais. Não apenas nosso cronograma escolar sofreu um pequeno colapso como também tive que reaprender, como se estivesse nos meus primeiros anos como psicopedagoga, como ensinar em meio a uma pandemia.
Em um primeiro momento, o pânico é natural. Em seguida, foi a hora de planejar novamente, agora sabendo que a escola nunca mais seria a mesma. Desde março, nosso trabalho como corpo docente de uma escola de ensino fundamental não parou.
Adaptamos o modo de ensinar, com tarefas que os pais podiam pegar uma vez por semana, em um sistema de ‘drive thru’. Logo, começamos a perceber que a pandemia estaria longe do fim. Assim, o Educandário investiu em um software focado no ensino on-line. Tudo foi adaptado: tanto matérias tradicionais como português e matemática, como aulas de educação artística, sustentabilidade e nutrição.
Só neste mês de setembro, seis meses após o decreto de fechamento de tudo, é que voltamos, mas de uma forma completamente diferente. Os alunos não podem entrar com o calçado que vêm de casa, bem como há um maior distanciamento entre eles. Dispensadores de álcool em gel estão pela escolinha. O contato, tão importante para os pequenos, teve que sofrer mudanças e ser guardado para um outro momento, quando tudo isso passar.
Mas, será que tudo isso passará? A pandemia tem nos mostrado o quanto é importante a biossegurança, o quanto algo imprevisto mudou nossas vidas. Todos sofremos: pais, professores, diretores, alunos. Não, não é fácil. Mas é possível.
Ainda que no próximo ano contemos com uma vacina contra a COVID-19, não podemos deixar 2020 passar como um ano terrível. É preciso, como ensinamos na escola, tirar uma lição de tudo que vivemos. É preciso, portanto, aprender que colaboração, união e comprometimento para com o próximo são essenciais para mantermos um senso de comunidade, de sociedade.
É só assim que poderemos ter este tão falado ‘novo normal’. Mas que ele seja com consciência coletiva, de que para termos uma vida de qualidade, precisamos respeitar uns aos outros.
Ivete Barros é psicopedagoga em Cuiabá

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