DIRETO DA VENEZUELA

DIRETO DA VENEZUELA
Tweets por ‎@infoenlaceweb INSTAGRAM @INFOENLACEWEB

Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso
Av. André Maggi nº 6, Centro Político Administrativo

Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso
Endereço: Av. André Maggi, 6 - Centro Político Administrativo

DE OLHO NOS RURALISTAS!

DE OLHO NOS RURALISTAS!
Observatório de agronegócio e políticas ruralistas no Brasil. As notícias com perspectiva social e ambiental.

terça-feira, 22 de setembro de 2020

"Na ONU, Bolsonaro diz ser vítima de campanha de desinformação"

Presidente defende política ambiental do governo e afirma que Amazônia e Pantanal sofrem campanha de desinformação internacional. Ele também elogia sua gestão da pandemia de covid-19, que já matou 137 mil. No discurso de abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (22/09) que o Brasil é vítima de uma campanha de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal e defendeu sua gestão da pandemia do novo coronavírus.
Ele também usou o discurso para atacar a imprensa, apelou ao combate à "cristofobia" e elogiou o presidente americano, Donald Trump, na mediação de conflitos no Oriente Médio. Em razão da pandemia de covid-19, a assembleia deste ano ocorre de forma virtual.
Bolsonaro começou o discurso afirmando que o "mundo necessita da verdade para superar seus desafios" e lamentou as mortes em decorrência da covid-19. Ele disse que "parcela da imprensa brasileira também politizou o vírus, disseminando o pânico entre a população". Para Bolsonaro, "sob o lema fique em casa e a economia a gente vê depois" a imprensa quase trouxe "o caos social ao país".
Ele acrescentou que o governo dele "de forma arrojada, implementou várias medidas econômicas que evitaram o mal maior". Bolsonaro afirmou que, desde o início da pandemia, o Brasil tinha "dois problemas a resolver, o vírus e o desemprego, e ambos deveriam ser tratados simultaneamente e com a mesma responsabilidade".
Ao longo do ano, Bolsonaro reiteradamente minimizou a gravidade da pandemia de covid-19, doença que chamou de gripezinha. Ele se mostrou contra as medidas de isolamento social e participou de eventos públicos nos quais abraçou e cumprimentou apoiadores. Dois ministros da Saúde deixaram o governo por causa de divergências com o presidente.
O Brasil registrou 4,6 milhões de casos do novo coronavírus, com mais de 137 mil mortes confirmadas pelas autoridades brasileiras. O número de mortos é inferior apenas ao dos Estados Unidos.
Meio ambiente
O presidente também usou parte do seu discurso para se defender das críticas à sua política ambiental. O governo dele vem sendo criticado por outros países e por organizações não governamentais devido à alta do desmatamento e das queimadas na Amazônia e no Pantanal.
O desmatamento na Amazônia brasileira chegou a 1.359 km2 em agosto e foi o segundo maior registrado para o mês nos últimos cinco anos, segundo dados do Inpe. Entre agosto de 2019 e julho de 2020, 9.216 km2 foram desmatados na região, uma área quase duas vezes maior do que a do Distrito Federal. Esse foi o maior valor dos últimos cinco anos. Houve um aumento de 35% na destruição da floresta em relação ao registrado entre agosto de 2018 e julho de 2019, quando 6.844 km2 foram desmatados.
No Pantanal, mais de 16 mil focos de incêndios foram detectados pelos bombeiros de janeiro a setembro deste ano, mais do que o triplo do mesmo período do ano passado, também segundo dados do Inpe.
Bolsonaro afirmou que o agronegócio brasileiro segue "pujante" e que o Brasil tem e respeita "a melhor legislação ambiental do planeta". "Mesmo assim, somos vítimas de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal. A Amazônia brasileira é sabidamente riquíssima. Isso explica o apoio de instituições internacionais a essa campanha escorada em interesses escusos, que se unem a associações brasileiras, aproveitadoras e impatrióticas, com o objetivo de prejudicar o governo e o próprio Brasil", afirmou.
Bolsonaro culpou os indígenas e caboclos por incêndios na Amazônia. "Nossa floresta é úmida, e não permite a propagação do fogo em seu interior. Os incêndios ocorrem sempre nos mesmos lugares, no entorno leste da floresta, onde o cabloco e o índio queimam o roçado para sua sobrevivência, em áreas já desmatadas." O presidente também afirmou que, em seu governo, "os focos criminosos são combatidos com rigor e determinação".
Bolsonaro afirmou que o Brasil é líder na conservação de florestas tropicais e tem "a matriz energética mais limpa e diversificada do mundo". Ele pontuou que o país preserva 66% da sua vegetação nativa e que, apesar de ser uma das dez maiores economias do mundo, é responsável por apenas 3% das emissões mundiais de carbono.
LE/ots/cp
Caminho Politico 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ame,cuide e respeite os idosos