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sexta-feira, 23 de outubro de 2020

"Taques defende fim do ICMS nos estados e simplificação tributária"

Sabatinado nessa quinta-feira (22) pela Federação das Associações Comerciais do Estado de Mato Grosso (Facmat), o candidato ao Senado pelo Solidariedade, Pedro Taques, destacou a urgência pela aprovação da reforma tributária brasileira. Para ele, o Brasil precisa tributar o consumo e não a produção.
Taques lembrou que, quando esteve à frente do governo do Estado, chegou a trabalhar por uma reforma tributária estadual, formulada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e patrocinada pelos segmentos econômicos, principalmente o comércio. Porém, as discussões não avançaram por conta do debate sobre da reforma tributária nacional.
O candidato da coligação Todos Somos Mato Grosso destacou que é preciso discutir a própria existência do ICMS, principal imposto estadual. Para Taques, é urgente a criação de um Imposto de Valor Agregado (IVA) e, ainda, é preciso que haja uma simplificação tributária.
Taques também defendeu o uso da tecnologia no sistema tributário. “Veja o que estamos fazendo aqui, uma sabatina online com o uso da tecnologia. Não é possível que o sistema tributário não tenha incorporado isso, simplificação e tecnologia. A internet, hoje, é um direito fundamental do cidadão, assim como a água e a energia”, comentou.
Imposto Digital
Pedro Taques adiantou que, se eleito, votará contra a criação do Imposto sobre Transações Digitais, apelidado de Nova CPMF. Essa criação vem sendo debatida pela Equipe Econômica do governo federal, como uma forma mais eficiente de tributar. No entanto, vai atingir toda cadeia de pagamento.
“Sou favorável a criação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), com tributação para os bilionários do Brasil, ele está previsto na Constituição Federal, mas nunca foi cobrado. Grandes empresários já discutem isso. Defendo que o dinheiro seja usado mais pagar mais um tempo do Auxílio Emergencial”, defendeu.
O candidato ao Senado destacou que com menos impostos será possível aumentar a base de tributação. “A reforma tributária precisa sair. Dela também decorre a reforma do pacto federativo, que é a relação entre a União, os estados e municípios”, completou.
Assessoria

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