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segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

MEIO AMBIENTE: Processos Erosivos na Bacia do Rio Coxipó Açú!

Importante salientar que há um processo de vossorocamento em curso muito antigo, ou seja, de décadas, e esses pacotes de sedimentos pertencentes à formação da Unidade Geomorfológica do Botucatu(solos quartzarenicos), tendem a solapar ano após anos em escala global pelos processos intempéricos. Essas degradações, seja por processos naturais ou antrópicos, tem contribuído sistematicamente para que o Rio Coxipó AÇÚ, se torne mais raso e em alguns pontos, mais largos em virtude do desmatamento e solapamento de suas margens. São solos muito frágeis, e consequentemente de fácil erosão. Em períodos chuvosos esses processos se aceleram, materiais dessem pelas ravinas, muitas das vezes formadas pela força das águas em solos com declividades um pouco mais forte e percolaram(desceram), pelos paredões de arenito, promovendo verdadeiros rasgos nos paredões de acordo com Bigarella grande geógrafo da nossa era moderna, e nesses rasgos dessem matacões(pacotes de rochas gigantes) e vão por sua vez solapando as escarpas a qual desencadeia em consequência disso, todo um processo de erosão de recuo de acordo com o grande Geógrafo, Walter Lenck. Em suas pesquisas Lenck, destaca que esses paredões, sofrem esses processos de recuo de vertentes há mais de 400 milhões de anos. O que acelera esses processos , são as ações antropogênicos, ou seja, a própria mão humana, sem que haja um Planejamento Ambiental consistente, acabam por determinar a destruição de todo um anfiteatro de beleza Cênica Natural!!!..Em virtude dessa aceleração ocorre a morte dos rios por sedimentos acumulados ao longo dos tempos em sua calha principal, como é o caso do córrego Porteira, próximo ao Terminal Turístico da Salgadeira no Município de Cuiabá, fruto de objeto de estudo minucioso de nossa autoria, numa pós graduação em Gestão Ambiental na Geografia/UFMT.
Esses processos de vossorocamentos, inicia-se por esses fatores já citados, evoluindo a partir de pequenas ravinas, onde acontece escoamento superficial de águas em processos difusos concentrados, ou em lençóis, de acordo também com o geógrafo Antonio Guerra, e Antônio Guerra filho, com essas potencialidades de solos vulneráveis e declividades em conformidades.
Na bacia do Rio Coxipó Açú, apesar de estar um pouco de mais de 3 km de distância abaixo desse reservatório, tudo vem contribuindo para esses fatores externos. Isso dá-se justamente em virtude dessa falta de planejamento Ambiental na realização desses empreendimentos, tanto à montante como à jusante em toda sua bacia. É ilegal e inadmissível a construção de qualquer empreendimento em Áreas de Preservação permanentes - APP’s, principalmente as que tenham declividades fortes, incidindo para os paredões do arenito quartzarênico do Botucatu, em virtude de sua fragilidade e facilidades na incidência de processos erosivos!!!....A não observância desses aspectos de suma importância e relevância, está há décadas impactando toda bacia do Coxipó Açú(Rio), e consequentemente a planície pantaneira!!!....Temos imagem feitas por nós mesmos de vossorocas medindo, 12 metros eem alguns locais até 20m de largura por 3 metros à 4 metros de profundidade!!!....Ao longo desses anos todos ouvimos a população rio abaixo até a desembocadura com o rio Cuiabá, dizer que o Rio estava ficando muito raso e o peixe desaparecendo, Logo então se presume que justamente que nesse locais, pela força de cisalhamento das águas, pela declividades e pela formação rochosa do solo, tenha ocorrido esses processos de vossorocamentos. Isso é fato. É importante deixar claro, que esses problemas sempre existiram em grande parte da orla dos paredões das escarpas do planalto de Guimarães(chapada). Nada vai mudar se essas construções continuarem nesses mesmos lugares e se nada for feito para conter as aguas que incidam para os paredões!!!...
Abel Nascimento - Jornalista/Ecologista/Gestor Ambiental e Mestre em Geografia/UFMT

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