PREFEITURA DE VÁRZEA GRANDE

PREFEITURA DE VÁRZEA GRANDE
Prefeitura publica novo decreto e mantém fiscalização rígida contra pandemia Várzea Grande vacina Guarda Municipal e forças de segurança e vai abrir cadastro para idosos acima de 60 anos Várzea Grande e Assembleia Legislativa vão abrir novos pontos de vacinação Várzea Grande abre inscrição para 60 anos depois de vacinar 6,5 mil pessoas nos últimos dias

HOSPITAL H•BENTO

HOSPITAL H•BENTO
Av. Dom Aquino, 355 • Centro, 78015-200 • Cuiabá - MT

DE OLHO NOS RURALISTAS!

DE OLHO NOS RURALISTAS!
Observatório de agronegócio e políticas ruralistas no Brasil. As notícias com perspectiva social e ambiental.

CRECI-MT

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Produtores musicais pedem mais reconhecimento do funk na cultura brasileira

Comissão debateu a criação do Dia Nacional do Funk - estilo musical brasileiro mais ouvido no mundo. Em debate na Comissão de Cultura na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (27) sobre a criação do Dia Nacional do Funk, produtores que atuam no segmento apontaram preconceito com o estilo musical brasileiro conhecido internacionalmente. O representante do movimento Liga do Funk Bruno Ramos foi quem sugeriu aos deputados a discussão sobre o Dia do Funk. Ele afirmou que a criminalidade não está associada ao funk e, sim, à falta de políticas públicas, incluindo casos de violência que acontecem no chamado "pancadão".
“Não é culpa do movimento funk. Isso é ausência de políticas públicas. E se toca funk nesses territórios é porque é a cultura, é a música que conecta o jovem da periferia", disse. Segundo Bruno Ramos, o funk  já provou que salva vidas. "Ele tira crianças das mãos do crime, dá um caminho profissional para muitos jovens, permite espaços de liberdade e o reconhecimento para as mulheres e para a comunidade LGBTQIA+, que são esses corpos estigmatizados pela grande mídia”, enfatizou.
A pesquisadora Juliana Bragança estuda o movimento há dez anos e destaca que a criminalização se deu em grande parte pelo discurso midiático da década de 1990. Para ela, essa imagem precisa ser desfeita para garantir que a indústria do funk continue existindo e se ampliando, resgatando jovens da criminalidade e dando visibilidade às periferias brasileiras.
Mais ouvido no mundo
Segundo estudo publicado em 2019 pelo DataFolha, o funk é o estilo musical brasileiro mais ouvido no mundo. Apesar da sua importância cultural, o ritmo continua sendo marginalizado — o que, segundo o DJ Malboro, que iniciou sua carreira na década de 1970, precisa ser mudado.
“O funk mudou a vida de muita gente. Quantos jovens saíram do tráfico para ser cantores, para ser artistas? Cada MC que faz sucesso numa favela não muda só a vida daquele jovem, mas a vida de muitos jovens que veem uma oportunidade de ter ascensão, de ter reconhecimento, sem ir para o tráfico”, afirmou.
O produtor musical Konrad Dantas, criador da produtora musical KondZilla e do canal no YouTube com mesmo nome, com 64 milhões de inscritos, afirma que os vídeos de funk estão entre os mais assistidos no mundo, e a indústria envolvida nessa produção musical alimenta milhares de famílias em todo o País.
Produção nacional consumida aqui
Konrad Dantas disse ainda que o funk é o segundo movimento musical mais presente em diversas plataformas, o que faz com que o Brasil, ao contrário de outros países, consuma principalmente produção nacional.
“O Brasil tem uma peculiaridade: diferente de outros lugares do mundo, onde as pessoas consumem muito a cultura americana, as músicas americanas, aqui a grande parte do consumo é de músicas brasileiras, e o funk é o segundo maior movimento aí dentro dessas músicas”, apontou Dantas.
Os funkeiros sugerem que o Dia Nacional do Funk seja comemorado em 12 de julho, data do Baile da Pesada, realizado em 1970 no Rio de Janeiro, considerado um marco do movimento no Brasil. A data já é comemorada nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.
Expressão cultural
O deputado Alexandre Padilha (PT-SP) coordenou a reunião e lembrou que o funk não é mais um movimento regional e, sim, uma expressão cultural de todo o País.
“Temos que colocar o funk na página que cabe, que é a cultura, da cultura jovem, da cultura da periferia. Tirou tanto jovem do pior caminho, gera renda, divulga o Brasil para o mundo inteiro e ainda recria espaços de criatividade permanente.”
Reportagem - Karla Alessandra
Edição - Ana Chalub
Foto: Gustavo Sales
@caminhopolitico @cpweb

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ame,cuide e respeite os idosos