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sexta-feira, 7 de maio de 2021

Maio de lutas da classe trabalhadora para salvar vidas contra o governo genocida

Após o mês mais letal da pandemia no país, trabalhadoras(es) do campo e da cidade levantaram suas bandeiras por: “Vacina no braço, comida no prato e fora Bolsonaro!”.
Durante este 1º de maio, famílias de agricultores(as) Sem Terra se mobilizaram do campo à cidade, em conjunto a partidos políticos progressistas, sindicatos, ONGs e movimentos sociais da Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo. Em ações de luta e em luto, pelas mais de 400 mil vidas ceifadas pela falta de gestão pública da pandemia no país.
Em meio à maior tragédia sanitária do século no país – em levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) – aponta que 3 em cada 4 brasileiras(os) já perderam alguém devido ao contágio do vírus durante a pandemia. Outras(os) 117 milhões estão padecendo pela fome, segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) – em dados coletados no final de 2020. Salientando a perspectiva que em 2021 esses números devem ser ainda mais graves, devido à falta de políticas contra à fome e auxílio emergencial insuficiente para aquisição de alimentos.
Considerando, que a vida de milhares de pessoas poderia ter sido poupada com um pacto federativo de enfrentamento da Covid-19, os atos de protesto do Dia das(os) Trabalhadoras(es) denunciaram a responsabilidade do Governo Federal pelo projeto de morte da população que está em curso.
Governo assassino
Apontado como a pior gestão pública da pandemia pelo Lowy Institute, o Brasil encerrou este último mês com mais de 82 mil mortes. Sendo abril o mês mais letal desde 2020, com 7 dos 10 dias com mais mortes por Covid-19. Além do recorde geral diário registrado no dia 6, com 4.211 óbitos em 24 horas.
Nesta terça-feira (4), o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse durante audiência da CPI da Covid que o Brasil poderia ter iniciado um plano de vacinação desde novembro. No entanto, a postura negacionista do Governo sobre a crise sanitária, que aposta na “teoria da imunidade do rebanho”, prejudicaram a tomada de medidas fundamentais contra o avanço do coronavírus. Entraves no diálogo na política interna e externa brasileira também retardaram a compra tanto de insumos básicos para a produção da vacina CoronaVac, fabricada pelo Instituto Butantã, quanto para à aquisição da Sinovac produzida pela China.
Atualmente, a imunização nacional segue em velocidade abaixo da considerada ideal pelos órgãos de saúde, o que propicia a disseminação e criação de novas variantes, cada vez mais letais.
Solidariedade entre à classe trabalhadora
Devido à pandemia, mais uma vez, os protestos foram diferentes de outros anos. Porém, a emergência das manifestações e ações de solidariedade se propagou em 130 locais entre 18 estados brasileiros.
Só nesta jornada do 1º de maio, 124 toneladas de alimentos foram doados por trabalhadoras(es) Sem Terra. Além de 1.000 cestas básicas, 2020 marmitas, 300 máscaras, 250 litros de leite, centenas de botijões e “Gás à Preço Justo”. Atos simbólicos, lives, mutirões, trabalho voluntário e plantio também fizeram parte das atividades.
Em 2020, o MST doou 3 mil toneladas de alimentos e 700 mil marmitas. Este ano, o Movimento já ultrapassou mais de 300 toneladas de alimentos doados, 2.410 cestas, além de 157 mil marmitas solidárias.
Danieli Cazarotto, da Direção Estadual do MST no RS, reforça que quem tem fome tem pressa. E durante ato solidário de protesto feito neste 1º de maio, fala da necessidade urgente da construção de políticas públicas para enfrentar a pandemia, considerando também a urgência de fomentar a agricultura familiar e sua produção de alimentos saudáveis no combate à fome.
“Hoje estamos doando mais de 58 toneladas de alimentos aqui no Rio Grande do Sul e a nível nacional esse número é muito maior. Sabemos que ainda é insuficiente e que ainda as pessoas vão continuar passando fome. Mas a nossa meta é que no decorrer dos meses a gente também consiga manter esse apoio e essa solidariedade com quem mais precisa e quem mais está sentindo na pele as dores desta pandemia e as dores da fome que volta a assolar nosso país”, aponta Danieli.
NORDESTE
Em Pernambuco, houve atos simbólicos e de solidariedade do MST. Na capital as mobilizações foram realizadas com parceiros da campanha Mãos Solidárias, onde houve distribuição de doações para 30 Bancos Populares de Alimentos da Região Metropolitana do Recife, contando com homenagem aos mais de 400 mil mortos. No interior, aconteceram atos em Caruaru, Goiana, Ouricuri, Moreno, Jaboatão dos Guararapes, Vitória de Santo Antão, Tacaratu e região do Sertão do Pajeú. Em ações junto ao Sindicato dos Petroleiros de Pernambuco e Paraíba e Coletivo de Mulheres da Central de Movimentos Populares houve doações de cestas agroecológicas, 100 kits de produtos de higiene e ação “Gás à Preço Justo” – na comunidade de Jardim Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. Com o apoio de organizações do campo popular, houve doações de cerca de 40 toneladas de alimentos em todo o estado, em sua maioria vindos de assentamentos e acampamentos – considerando mais de 27 toneladas in natura, além de 750 cestas básicas, 500 marmitas solidárias e cerca de 300 máscaras de proteção ao covid-19 para famílias vulneráveis.
No Piauí, o MST percorreu pelas periferias doando cestas de alimentos saudáveis livres de veneno para as famílias da cidade de São João do Piauí. Foram entregues mais de 1,5 toneladas de alimentos vindos de assentamentos da região, em especial, as comunidades assentadas de Marrecas e Lisboa, comunidades que marcam a história heroica da retomada da luta pela terra no estado desde 1989.
No Maranhão, aconteceu ato simbólico da Campanha Comida Para Quem Tem Fome, com doação de 1 tonelada de alimentos concentrados no Solar Cultural da Terra, espaço político e cultural do MST – localizado na capital, São Luís. A Campanha dos movimentos sociais e sindicatos do estado continua ao longo do mês e para contribuir, qualquer pessoa pode doar a partir de 1 kg de alimento não perecível ou qualquer quantia em dinheiro. Tudo que for arrecadado será revertido em cestas para grupos e comunidades em situação de vulnerabilidade.
Em Alagoas, mais de 200 cestas da Reforma Agrária vindas dos acampamentos e assentamentos do MST foram doadas no bairro da Levada, com doações que integram o Mutirão Esperançar, construído pela Brigada do Congresso do Povo, em Maceió. Na cidade de Delmiro Gouveia, famílias do Acampamento Maria Eleonoura realizaram mutirão em homenagem ao centenário de Paulo Freire, com o plantio de cerca de 100 mudas de árvores na área.
Na Paraíba, se mantém a ocupação da cozinha comunitária do Jeremias, em Campina Grande, que teve sua reabertura depois de protestos do Comitê Contra a Fome, do qual faz parte o MST e outras organizações do campo popular. Onde houve formação de Agentes Populares que fazem o cadastramento das famílias, as quais recebem uma senha diariamente, para buscar a refeição. Em funcionamento há cerca de 1 mês, a cozinha começou com capacidade de fornecer 500 refeições diárias, e agora chega a 800.
Na Bahia, ato virtual reuniu cerca de 800 pessoas para fazer um balanço e análise das Jornadas de Lutas de Abril, envolvendo famílias das 9 principais regiões em que o MST está organizado no estado. Contando com a presença de várias lideranças políticas, movimentos populares do campo e da cidade, movimento negro, indígenas e religiosos, entidades e sindicatos. Foram realizadas ações junto à Frente Única dos Petroleiros (FUP) e Central de Movimentos Populares, com doações de cestas agroecológicas e comercialização de gás de cozinha a preço justo. No Dia do(a) Trabalhador(a) foi doado 300 kg de alimentos da Reforma Agrária Popular para o Hospital de Camacã, no sul baiano. No município de Jussari, Sul da Bahia, e Conceição de Almeida, regional do Recôncavo, militantes do movimento ocuparam latifúndios improdutivos em denúncia à política de morte praticada pelo Governo Bolsonaro e devido a paralisação da Reforma Agrária no Brasil.
CENTRO-OESTE
Em Goiás, o Movimento Sem Terra, em conjunto com diversos movimentos e entidades do campo popular – do campo à cidade – realizou ato com a classe trabalhadora com doação de cerca de 5 toneladas de alimentos que foram distribuídos em 200 cestas com alimentos não perecíveis, além de frutas e hortaliças vindos das comunidades camponesas da região.
As famílias do MST do Distrito Federal e Entorno realizaram doação de 100 Kg de alimentos saudáveis para a “Cozinha Solidária Maria da Penha”, em Planaltina. A cozinha é organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e está produzindo marmitas que são doadas para quem tem fome nas periferias do DF durante a pandemia.
O MST do Mato Grosso do Sul realizou na capital a doação de alimentos agroecológicos na periferia de Campo Grande. Na regional Pantaneira, a produção de assentamentos da Reforma Agrária Popular foram doadas em acampamento urbano e bairros de Nioaque. Ao todo foram distribuídas cerca de 250 cestas de alimentos agroecológicos. E contaram com a participação de Mulheres Sem Terra do Grupo de Trabalhadoras Rurais Raízes do Cerrado.
No Mato Grosso, o Movimento Sem Terra em conjunto com a Cooperativa Regional de Produção Agropecuária da Agricultura Familiar (COOPRAF) e o Partido dos(as) Trabalhadores/as (PT); realizaram a doação de mais de 600 kg de alimentos vindos dos assentamentos da região e alimentos arrecadados pela campanha PT solidário. As doações foram feitas para as famílias do bairro Jardim Bela Vista, no município de Tangará da Serra. A ação faz parte da Jornada de Lutas e Solidariedade com a Classe Trabalhadora. Em Cuiabá, o MST e movimentos sociais da Frente Brasil Popular doaram marmitas para pessoas em situação de rua trabalhadores(as) informais.
NORTE
O Movimento Sem Terra no Pará, em parceria com o Greenpeace e Central Única das Favelas (CUFA) doaram 2 toneladas de alimentos da Reforma Agrária. Macaxeira, Abóbora, Farinha de mandioca, ovo caipira, mamão, banana, tangerina, goma para tapioca, urucum, foram alguns dos itens que foram organizados e distribuídos em 80 cestas, entregues no distrito de Icoaraci, há 20km da capital do Estado.
SUDESTE
Em São Paulo, militantes do MST se reuniram de forma virtual, tratando da produção de alimentos saudáveis e a conjuntura no nosso país, tendo como tema central as bandeiras de luta da classe trabalhadora: “Vacina no braço, comida no prato e Fora Bolsonaro”. Na Regional do Vale do Paraíba, foi realizada doação de alimentos produzidos e beneficiados em assentamentos e acampamento do movimento. A ação foi feita em conjunto com o grupo de comercialização e resistência do Assentamento Egídio Brunetto de Lagoinha e com parceria do PT de Ilha Bela. Em Ribeirão Preto, a Via Norte teve protestos contra a privatização do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (DAERP), o desmonte dos serviços públicos e pelo fora Bolsonaro. Em conjunto a Campanha Despejo Zero, houve a doação de 500 cestas básicas entregues na Comunidade Cidade dos Trabalhadores, no Bairro Jardim Antônio Palloci, realizada pela Frente Democrática. Em Campinas, integrantes do MST participaram de carreata em protesto no Dia Internacional das trabalhadoras e trabalhadores.
No Rio de Janeiro, ao todo foram distribuídas 720 marmitas para trabalhadores informais, entregadores de aplicativo e rodoviários na capital e no Sul Fluminense. E em Maricá, uma ação simbólica de plantio de árvores nativas aconteceu seguida por um ato organizado pelo Fórum de Lutas de Maricá, fortalecendo o apoio mútuo e solidariedade entre campo e cidade. Nesta ação simbólica foram plantadas mudas de árvores na Unidade Agroecológica Manu Manuela, fazendo nascer o “Bosque Primeiro de Maio”, em memória dos operários mortos em Chicago. A ação integra o Plano Nacional de Plantio de Árvores e produção de alimentos saudáveis do MST. Em Macaé, 50 cestas de alimentos produzidos no assentamento PDS Osvaldo de Oliveira foram distribuídas ao hospital público de Trapiche e Unidade Básica de Saúde do Córrego do Ouro.
Em Minas Gerais, o MST distribuiu 1,2 toneladas de alimentos saudáveis na região metropolitana. A ação faz parte do projeto “Do campo à cidade”, apoiado pelo Ministério Público do Trabalho, que garante recursos para que o alimento produzido pelas famílias camponesas chegue até as comunidades da periferia de Belo Horizonte. A ação aconteceu em parceria com o Subverta – Coletivo Ecossocialista e Libertário, que também arrecadou alimentos não perecíveis e itens de higiene.
O MST no Espírito Santo realizou protesto na BR 101, km 37, trevo de Sayonara, extremo norte capixaba. Com faixas pedindo “Fora Bolsonaro, Defesa do Auxílio Emergencial, do SUS e da Reforma Agrária”, com o intuito de ecoar a voz do povo por melhores condições de vida e também dialogar com a sociedade.
SUL
No Paraná, o MST arrecadou junto às entidades sindicais, religiosas, partidárias, assentamentos e acampamentos da reforma agrária popular, o total de 15,6 toneladas de alimentos atendendo dezenas de comunidades em todo o estado. Só na região sudoeste foram 7 toneladas doadas. Em Curitiba 560 famílias do Sabará receberam alimentos e 100 cargas de gás em ação de solidariedade do povo trabalhador para o povo trabalhador. Também foi comemorado 1 ano da campanha Marmitas da Terra, que já doou 54 mil refeições nas periferias da capital do estado. Cerca de 50 pessoas participaram do mutirão para a construção da Agrofloresta Papa Francisco, no mesmo local, inaugurada com plantio de 12,6 mil mudas, sendo que 200 delas de árvores frutíferas. Em Porecatu, região Norte do Paraná, famílias Sem Terra partilharam 400kg de alimentos com o Asilo Sociedade São Vicente de Paula. Em Quedas do Iguaçu foram doados 4 toneladas de alimentos e 250 litros de leite para 225 famílias. No município de Castro, as famílias Sem Terra realizaram o terceiro mutirão de limpeza e pintura das áreas externas no Hospital Cruz Vermelha, que concentra os atendimentos dos casos de Covid-19 na região.
No Rio Grande do Sul, 58 toneladas de alimentos foram doados pelo MST de suas produções. Desse total, 18 toneladas de alimentos foram distribuídos nas periferias e comunidades de Porto Alegre, Pelotas, Cruz Alta e Santana do Livramento. Entre os produtos doados estão arroz orgânico, feijão, mandioca, batata, leite, carne de gado e porco, queijo, azeite, banha, moranga, abóbora, chuchu, moranga tronco, bergamota, laranja, cenoura entre outros. Na capital foram doadas 40 toneladas de alimentos, distribuídos para as famílias cadastradas no Morro da Cruz, Lomba do Pinheiro, Grande Cruzeiro, Alvorada, Farrapos e Ceasa.
Em Santa Catarina, Florianópolis, as palavras de ordem foram em defesa da vida e auxílio emergencial de R$600,00. As ações foram realizadas próximo ao terminal de ônibus urbano central e no largo da Catedral. Respeitando o distanciamento social, compuseram o ato representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, dos Movimentos do Campo, da Marcha Mundial das Mulheres, das Centrais Sindicais, dos partidos políticos, das Frentes de Luta, e representações religiosas. Em São Cristóvão do Sul, o MST junto a prefeitura municipal realizaram a revitalização do Parque da Família, com o plantio de 450 árvores nativas, demarcando a luta pela vida, por terra, trabalho e teto.
Lays Furtado/Caminho Político
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