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domingo, 4 de julho de 2021

Francisco encoraja os padres que acolhem e acompanham os homossexuais. Artigo de Luigi Accattoli

Novo movimento do Papa em relação aos homossexuais: desta vez em apoio a um jesuíta estadunidense, James Martin, que está sob ataque pela direita católica por sua posição de "acompanhamento" compreensivo de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT). Reproduzimos o artigo de Luigi Accattoli, vaticanista, publicado por Corriere della Sera com o título Lgbt, a carta do Papa: “Deus está perto de todos os seus filhos”. Eis o artigo.
O movimento do Papa Bergoglio pode ser interpretado como uma correção de imagem, mais que de linha, após a publicação da "nota" da Secretaria de Estado ao governo italiano sobre o projeto de lei Zan e, sobretudo, após a declaração da Congregação para a Doutrina da fé que em março passado considerou inaceitável a "bênção" na igreja dos casais homossexuais. “Deus aproxima-se com amor de cada um dos seus filhos, de todos e de cada um deles. Seu coração está aberto a todos e a cada um. Ele é Pai”: assim Francisco escreve em uma curta carta de sua autoria em espanhol, enviada a James Martin por ocasião do webinar “Outreach 2021” realizada no sábado, um encontro de pessoas de ambientes católicos estadunidenses que atendem pessoas LGBT. Foi Martin quem publicou a carta no Twitter ontem, depois de lê-la no encontro do dia anterior.
Sacerdote para todos e para todas
“O 'estilo' de Deus - escreve o Papa - tem três traços: proximidade, compaixão e ternura. É assim que se aproxima de cada um de nós. Pensando no seu trabalho pastoral, vejo que você procura continuamente imitar esse estilo de Deus. Você é um sacerdote para todos e para todas, como Deus é Pai de todos e de todas. Rezo por vocês para que continue assim, sendo próximo, compassivo e com muita ternura”.
Por fim, Francisco agradece ao Padre Martin por seu "zelo pastoral" e pela "capacidade de estar perto das pessoas com aquela proximidade que tinha Jesus e que reflete a proximidade de Deus. Rezo pelos seus fiéis, seus ‘paroquianos’, todos aqueles que o Senhor colocou ao seu lado para que cuide deles, os proteja e os faça crescer no amor de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Padre Martin, 60 anos, é colaborador da revista dos jesuítas estadunidenses "America" e consultor do Dicastério para a Comunicação do Vaticano. O Papa o recebeu em audiência privada no dia 30 de setembro de 2019. Apresentando a carta de Francisco no encontro de ontem, Martin contou que escreveu uma mensagem pessoal ao Papa na qual o informava que seu sobrinho havia escolhido o nome de Francisco na confirmação e lembrava-lhe do encontro de ontem, para o qual anteriormente (o encontro estava programado para 2020, depois adiado devido ao Covid) ele lhe havia pedido o envio de uma mensagem de encorajamento.
Do Vaticano, portanto, são enviadas intervenções severas, doutrinais e diplomáticas no tema homossexual, colocadas - com a aprovação do Papa - por órgãos da Cúria de importância primária. Mas são enviadas também palavras e gestos de "compreensão" por parte de Francisco. A combinação desses dois sinais indica a busca de uma linha de compromisso: encorajar aqueles que promovem uma nova atitude sem, no entanto, traduzi-la em novas diretrizes formais.
O caminho que Bergoglio está percorrendo neste espinhoso assunto é estreito e cheio de dificuldades. Hoje, no Angelus, Francisco fez um convite a ajudá-lo com a oração, que talvez se refira a tais dificuldades: “Em proximidade da festa dos Santos Pedro e Paulo, peço-vos que orais pelo Papa. Orais de maneira especial: o Papa precisa de vossas orações! Obrigado. Sei que farão isso”.
Deus acompanha
Além do que escrevi no Corsera - onde o espaço era limitado -, acrescento aqui dois relatos de palavras anteriores e gestos papais de acolhimento às pessoas homossexuais, palavras e gestos que ajudam a situar a carta enviada ao padre Martin. Coloco aqui uma palavra e no comentário a seguir um gesto.
“Certa vez - disse Francisco em entrevista ao La Civiltà Cattolica em 19 de setembro de 2013 - uma pessoa, de forma provocativa, me perguntou se eu aprovava a homossexualidade. Eu então respondi-lhe com outra pergunta: ‘Diga-me: quando Deus olha para uma pessoa homossexual, aprova a sua existência com afeto ou a rejeita, condenando-a?’. É preciso sempre considerar a pessoa. Aqui entramos no mistério do homem. Na vida, Deus acompanha as pessoas e nós devemos acompanhá-las a partir de sua condição. Devemos acompanhar com misericórdia. Quando isso acontece, o Espírito Santo inspira o sacerdote a dizer a coisa mais certa. Esta é também a grandeza da Confissão: o fato de avaliar caso a caso e poder discernir qual a melhor coisa a fazer para uma pessoa que procura a Deus e à sua graça”.
O acolhimento de um trans
Em 25 de janeiro de 2015, Francisco recebe um trans espanhol em Santa Marta, Diego Neria Lejarraga; e assim fala a respeito aos jornalistas no dia 2 de outubro de 2016 no avião: “No ano passado recebi uma carta de um espanhol que me contou a sua história quando criança e quando garoto. Era uma menina, uma garota, e sofreu muito, porque se sentia menino, mas fisicamente era menina [...]. Ele fez a cirurgia. Ele é funcionário de um ministério em uma cidade da Espanha. Ele buscou o bispo. O bispo o acompanhou muito, um bom bispo: "perdia" tempo para acompanhar este homem. Depois ele se casou. Mudou sua identidade civil, casou-se e escreveu-me a carta que para ele teria sido um consolo vir com a esposa: ele, que era ela, mas é ele. E eu os recebi. Estavam felizes […]. Cada caso deve ser acolhido, acompanhado, estudado, discernido e integrado. Isso é o que Jesus faria hoje”.
Nota do Instituto Humanitas Unisinos – IHU
No dia 21 de julho de 2021, às 10h, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU realiza a conferência A Inclusão eclesial de casais do mesmo sexo. Reflexões em diálogo com experiências contemporâneas, a ser ministrada pelo MS Francis DeBernardo, da New Ways Ministry – EUA. A atividade integra o evento A Igreja e a união de pessoas do mesmo sexo. O Responsum em debate.
O artigo foi publicado por Il Regno e Caminho Político. A tradução é de Luisa Rabolini. Edição: Régis Oliveira. Caminho Politico CP Web

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