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sexta-feira, 6 de agosto de 2021

CPI DA PANDEMIA: À CPI, ex-assessor de Pazuello nega que tinha grande influência na Saúde

Apontado como "ministro de fato", Airton Cascavel já negociava em nome do ministério antes de ser nomeado. Aos senadores, ele diminui sua importância na pasta e diz que Pazuello não lhe terceirizava competências. A CPI da Pandemia colheu nesta quinta-feira (05/08) o depoimento do empresário Airton Soligo, também conhecido como Airton Cascavel, ex-assessor do Ministério da Saúde na gestão de Eduardo Pazuello. Primeiro apontado como um "número 2 informal" da pasta nos tempos do general, ele chegou a ser chamado de "ministro de fato" depois de sua nomeação.
Aos senadores, porém, Cascavel diminuiu sua importância no ministério e negou que tivesse grande poder de decisão na gestão de combate à pandemia de covid-19. Ele disse ainda que Pazuello não lhe terceirizava competências e se descreveu como um mero "facilitador".
"Nunca houve processo de terceirização de competência", declarou o empresário. "Se eu tivesse esse poder de decisão, eu teria comprado [vacinas]. Mesmo não podendo comprar, como nenhuma lei permitia, eu teria comprado a Pfizer, teria comprado a Janssen", acrescentou.
Apontado como "ministro político" da Saúde por suas negociações com deputados, senadores, governadores e prefeitos, ele também negou exercer tanta influência.
"Eu quero diminuir essa importância que as pessoas me atribuem nessa relação com estados, com municípios", disse. "Eu nunca vi um secretário municipal ou estadual me condenar por qualquer atitude. Pelo contrário, diziam que eu ajudava a facilitar, ajudava a facilitar a burocracia pública, para que as coisas acontecessem. Foi esta a minha função, a de fazer acontecer."
Cascavel teria começado a atuar no Ministério da Saúde cerca de dois meses antes de sua nomeação ser publicada, em junho de 2020. Mesmo antes de ter um cargo público formal, ele já fazia negociações com estados e municípios em nome da pasta.
Quando sua participação nessas articulações veio à tona, Cascavel foi então nomeado oficialmente assessor especial de Pazuello. Ele ocupou formalmente o cargo de 24 de junho de 2020 a 21 de março de 2021, data em que foi exonerado.
Por que a demora na nomeação
À CPI, o ex-assessor afirmou que vários fatores contribuíram para a demora na publicação de sua nomeação. Um deles seria que, por ser administrador de sua própria empresa, ele não podia assumir o cargo público, e a questão levou tempo para ser resolvida porque, devido à pandemia, os cartórios estavam fechados.
"Fui providenciar a documentação, e nos meus documentos faltava a desvinculação do cargo de administrador de uma pequena empresa que tenho, então fui solicitar essa mudança. Os cartórios estavam fechados para fazer a mudança. Levou mais uma semana de atraso", disse.
Cascavel também mencionou, como possível motivo para a demora na publicação, uma suposta resistência à sua nomeação na Casa Civil da Presidência. "Houve uma rejeição a meu nome na Casa Civil. Escutei boatos."
O empresário é investigado pelo Ministério Público do Distrito Federal por ter atuado informalmente no ministério por cerca de dois meses, o que pode configurar usurpação de poder.
Negociação de vacinas
O ex-assessor da Saúde negou ainda ter participado da negociação de vacinas – mas disse que chegou a atuar como pacificador, por exemplo, na disputa entre o governo federal e o estado de São Paulo, governado por João Doria, em relação à campanha de imunização.
Sua atuação teria ajudado a levar a um anúncio de compra da Coronavac, feito em outubro do ano passado por Pazuello, que acabou sendo suspenso por Bolsonaro. À época, o presidente desautorizou seu ministro, que em reação proferiu uma frase que acabou se tornando célebre: "Manda quem pode, obedece quem tem juízo."
Cascavel foi ainda questionado pela senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) se conhecia o policial militar de Minas Gerais Luiz Paulo Dominghetti, que era representante da Davati Medical Supply e negociou com o Ministério da Saúde uma oferta suspeita de venda de 400 milhões de doses da vacina produzida pela AstraZeneca – proposta contestada pela própria farmacêutica, que não usa intermediários para negociar com governos.
A negociação suspeita ganhou os holofotes depois de Dominghetti ter acusado Roberto Ferreira Dias, então diretor de logística do Ministério da Saúde, de cobrar propina de 1 dólar por dose para que a pasta fechasse a compra – ele foi exonerado no mesmo dia em que a acusação veio à tona.
Durante a sessão desta quinta-feira, a senadora Eliziane afirmou que havia um registro de ligação no celular de Dominghetti para Cascavel. Mas o ex-assessor disse desconhecer o vendedor de vacinas.
"Havia alguém ofertando vacina no meu telefone, eu nunca respondi essas mensagens porque eu achava que era picaretagem, achava que era uma armação. Se tem essa mensagem você vai ver que não tem resposta nenhuma", afirmou o empresário.
Cascavel prestou depoimento à CPI na condição de testemunha, a fim de esclarecer sua atuação na gestão da pandemia. Um habeas corpus impetrado por seus advogados lhe garantia o direito ao silêncio ou mesmo a mentir, mas ele se comprometeu a dizer a verdade durante a oitiva.
ek (ots)cp
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