Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso
Av. André Maggi nº 6, Centro Político Administrativo Cep: 78.049-901- Cuiabá MT.

Salesiano Santo Antônio

Salesiano Santo Antônio
Rua Alexandre de Barros, 387, Chácara dos Pinheiros Cuiabá

Seu título está na mão

Seu título está na mão
1º Título de Eleitor Decreto nº 3.029 - 9.1.1881

Assembleia Legislativa de Mato Grosso

Assembleia Legislativa de Mato Grosso
Seja bem-vindo ao perfil oficial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso!

sábado, 16 de outubro de 2021

DIPLOMACIA: Secretário americano evita Brasil em giro pela América do Sul

País ficou de fora da primeira viagem à região do chefe da diplomacia dos EUA, Antony Blinken. Anúncio ocorre semanas depois de senadores americanos cobrarem secretário sobre investidas de Bolsonaro contra a democracia. Em mais um sinal de isolamento internacional, o Brasil ficou de fora do roteiro da primeira viagem do secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, à América do Sul. Em vez de visitar o maior país da região, o chefe da diplomacia americana viajará ao Equador e à Colômbia nos dias 19 a 21 de outubro, anunciou sua pasta nesta sexta-feira (15/10).
A agenda de Blinken vai incluir encontros com o presidente do Equador, Guillermo Lasso, e o presidente colombiano, Iván Duque. Na pauta dos encontros estarão temas como imigração, combate ao narcotráfico, direitos humanos, mudanças climáticas e assuntos comerciais, segundo o Departamento de Estado dos EUA.
Antes de viajar à América do Sul, Blinken já havia visitado o México e a Costa Rica.
A decisão de não incluir um país como o Brasil no roteiro parece evidenciar que a Casa Branca sob o presidente Joe Biden ainda procura manter distância do governo de Jair Bolsonaro, embora evitando o confronto direto.
Os dois nunca se encontraram, e Biden evitou ter qualquer contato com Bolsonaro durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, no mês passado.
Bolsonaro foi o último chefe de Estado do G20 a reconhecer a vitória eleitoral de Biden nas eleições americanas, depois de até mesmo adversários dos EUA, como o russo Vladimir Putin. Além disso, o brasileiro, que é um fã declarado de Donald Trump, o antecessor de Biden, chegou a afirmar – sem provas – que o democrata só ganhou o pleito por causa de fraudes.
Os americanos até fizeram alguns gestos tímidos de aproximação, mas se depararam com o estilo errático do governo Bolsonaro.
Em agosto, o principal assessor de segurança do governo Biden, Jake Sullivan, esteve em Brasília e se reuniu com o presidente brasileiro. Mas, segundo o jornal O Globo, Bolsonaro deixou a comitiva americana atordoada ao reafirmar sua convicção de que o ex-presidente Trump foi vítima de uma fraude eleitoral. Além disso, os americanos teriam manifestado preocupação com as investidas de Bolsonaro contra as instituições democráticas.
Segundo a revista Veja, os americanos ainda encararam como provocação o fato de Bolsonaro fazer novas ameaças contra o Supremo Tribunal Federal um dia após o encontro.
Alertas de parlamentares americanos
No mesmo mês, membros do Comitê de Relações Exteriores do Senado americano enviaram uma carta pública a Blinken alertando sobre a ameaça de Bolsonaro liderar um golpe de Estado.
"Pedimos que o senhor deixe claro que os Estados Unidos apoiam as instituições democráticas do Brasil e que um rompimento antidemocrático da atual ordem constitucional terá graves consequências", afirmou o documento assinado pelo presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, Bob Menendez, juntamente com os senadores Dick Durbin, Ben Cardin e Sherrod Brown.Na quinta-feira, foi a vez de um grupo de 64 deputados democratas enviar uma carta a Biden pedindo que o status do Brasil de aliado extra-Otan seja retirado enquanto Bolsonaro estiver no poder. O status foi concedido pelo governo Trump em 2019, quando os EUA ainda mantinham uma relação próxima com o governo brasileiro, embora não tão próxima como Bolsonaro propagandeava.
"Bolsonaro apoiou as declarações falsas de [Donald] Trump sobre fraude na eleição e foi um dos últimos líderes globais a reconhecer sua vitória eleitoral, o que põe em dúvida a disposição dele de aceitar os resultados da eleição brasileira em 2022", escreveram os 64 deputados.
Países europeus também mantêm distância
Os EUA não são o único país a manter distância de Bolsonaro. Na semana passada, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos França, não foi recebido pelo governo francês quando foi a Paris para uma reunião ministerial da OCDE, mesmo solicitando um encontro, segundo o jornalista Jamil Chade.
O governo alemão, por sua vez, evitou convidar Bolsonaro ao país europeu e chegou a cancelar projetos ambientais na nação sul-americana. A chanceler federal Angela Merkel não visitou o Brasil desde que Bolsonaro tomou posse.
Dois de seus ministros chegaram a ir a Brasília em 2019, incluindo o chefe da diplomacia alemã, Heiko Maas, mas os representantes alemães contrabalancearam a visita agendando encontros com membros da sociedade civil, ONGs e até mesmo um governador filiado ao PT.
jps/ek (ots)cp
@caminhopolitico @cpweb

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ame,cuide e respeite os idosos