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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Ômicron já é dominante no Brasil, apontam dados

Levantamento da plataforma Our World in Data mostra que nova variante do coronavírus já é responsável por mais da metade das infecções no país e que casos explodiram em duas semanas. A variante ômicron do coronavírus já é dominante no Brasil, sendo responsável por 58,33% dos casos de covid-19 sequenciados no país, segundo levantamento da plataforma online Our World in Data.
Vinculada à Universidade de Oxford, a Our World in Data é considerada uma referência na publicação de dados sobre a pandemia. Os dados correspondem à parcela da ômicron em todas as sequências analisadas nas duas semanas anteriores ao dia 27 de dezembro.
Em 13 de dezembro, a ômicron era responsável por apenas 2,85% dos casos de covid-19 sequenciados nas duas semanas anteriores, segundo os dados da Our World in Data, que indicam alta transmissibilidade da nova cepa.
Até esta quarta, o governo federal brasileiros registrava 170 casos confirmados da nova variante e outros 118 em investigação, mas estimava que a cepa já respondesse por cerca de um terço das infecções no país.
A variante foi detectada inicialmente em Botsuana e na África do Sul e reportada à Organização Mundial da Saúde (OMS) em 24 de novembro. Desde então, vem se espalhando a um ritmo vertiginoso. Em sua última contagem, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que 128 países já confirmaram casos da ômicron.
A cepa já se tornou dominante na África do Sul, no Reino Unido, na França e nos EUA, entre outros países. Na Alemanha, a ômicron provavelmente se tornará dominante em questão de dias, declarou um porta-voz do Ministério da Saúde nesta quarta-feira.
Transmissibilidade quase sem precedentes
Nesta terça-feira, um especialista da OMS afirmou que baixas taxas de hospitalização e mortes na África do Sul devido à ômicron não podem ser vistas como um padrão para o efeito da variante em outros países.
Para Abdi Mahamud, gerente de incidência de covid-19 da OMS, a situação de cada país é única. Ressaltando que a variante tem uma transmissibilidade quase sem precedentes para um vírus, ele observou que há um crescimento extraordinário nos casos nos EUA, acompanhado de mais hospitalizações.
Mahamud afirmou que estudos que sugerem que a ômicron poupa os pulmões – ao contrário de versões anteriores do coronavírus – podem ser boas notícias, mas que mais pesquisas são necessárias.
Risco de sobrecarga para hospitais
Na semana passada, a OMS também havia alertado que, embora estudos sugiram que a ômicron cause casos de covid-19 mais leves, a variante ainda representava um risco muito alto e poderia sobrecarregar sistemas de saúde.
Apesar das evidências iniciais, o rápido avanço da ômicron "ainda resultará em números elevados de hospitalizações, particularmente entre grupos não vacinados, e causará um transtorno generalizado em sistemas de saúde e outros serviços críticos", afirmou Catherine Smallwood, gerente de incidência de covid-19 da OMS na Europa.
"Estou muito preocupado que a ômicron, sendo altamente transmissível e se espalhando ao mesmo tempo que a delta, gere um tsunami de casos", alertou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
lf/as (AP, ots)cp
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