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segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

PORTUGAL: O contágio generalizado e as mudanças que se impõem

Não podem faltar testes à covid, mas os alunos podem ficar de cama por causa das salas de aula geladas ou ir parar ao hospital porque não há auxiliares no recreio que separem as brigas.
O ano de 2022 começou sob o signo da Omicron, mas os especialistas parecem divididos. Os mais cautelosos, claro, insistem que a pandemia não terminou e que não podemos baixar a guarda. Compreende-se. Se calhar a mensagem não podia ser outra. Mas aqui e ali já se vê quem dê alguns sinais de esperança. E os discursos apocalípticos começam a perder credibilidade. Temos, é certo, assistido ao aparecimento de variantes desconhecidas e a sucessivos recordes de contágio – mas começa a fazer lembrar os alertas da CMTV: ao princípio, todos ficávamos a pensar que algo de importantíssimo estava a acontecer, mas a repetição do expediente levou a que o efeito se fosse atenuando; por outras palavras, fomos ficando vacinados.
Quanto à mais recente variante, sendo altamente contagiosa, é natural que de dia para dia tenhamos novos recordes. Só que isso pode ter aspetos vantajosos. Um deles tem sido amplamente comentado: tratando-se de uma versão menos agressiva da doença, o alastrar dos contágios pode ajudar a criar imunidade. A segunda, menos evidente, é que começa a tornar-se normal as pessoas serem infetadas, e com isso combate-se a ideia de que os que apanham a doença são descuidados ou irresponsáveis.
Este contágio quase generalizado impõe também outras mudanças. Por exemplo, fará sentido, quando as escolas reabrirem, continuar a fechar turmas porque há um caso positivo? Fará sentido o Estado continuar a gastar centenas ou mesmo milhares de euros em testes para uma só turma de cada vez que um professor, um auxiliar ou um aluno contrai o vírus? Não poderá esse dinheiro ser mais bem aplicado?
É que custa a compreender que haja tantos recursos disponíveis para evitar o contágio da covid e engordar as receitas dos laboratórios, mas não haja para aquecimentos ou contratação de funcionários.
Não podem faltar testes à covid, mas os alunos podem ficar de cama por causa das salas de aula geladas ou ir parar ao hospital porque não há auxiliares no recreio que separem as brigas. Talvez comece a ser hora de deixarmos de ver a covid como um bicho papão e de exigirmos um uso mais racional dos limitados recursos do Estado.
José Cabrita Saraiva/Caminho Político
@caminhopolitico @cpweb

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