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quarta-feira, 9 de março de 2022

Guerra na Ucrânia pode provocar crise alimentar mundial

Com dois grandes produtores em conflito, preço de alimentos explode nos mercados internacionais. Efeitos podem ser dramáticos, mesmo em outros continentes. Tudo depende de quanto durar a guerra iniciada pela Rússia.O preço do trigo bate recordes diariamente: na Chicago Board of Trade, o principal mercado internacional de produtos agrários, ele está 50% mais alto do que antes da ofensiva militar da Rússia contra a Ucrânia, em 24 de fevereiro. Essa inflação se explica por ambas as partes do conflito contarem entre os maiores exportadores do cereal no mundo.
A maior parte da produção global de trigo é consumida no local de cultivo, o excedente vai parar nos mercados internacionais. Destes, a Ucrânia e a Rússia detêm "uma parcela gigantesca, de cerca de um terço", explica o agroeconomista Matin Qaim, diretor do Centro de Pesquisa de Desenvolvimento (ZEF, na sigla em alemão), em Bonn.
A Rússia é, de longe, o maior exportador, enquanto a Ucrânia ocupa o quinto lugar, atrás dos Estados Unidos, Canadá e França, em ordem descendente. A maior parte do cereal dos dois países do Leste Europeu é exportado no verão e outono europeus (junho a dezembro), "portanto os maiores problemas ainda estão por vir", adverte Qaim.
A guerra não dificulta apenas a exportação dos estoques disponíveis: caso se prolongue, pelo menos na Ucrânia não será possível semear e colher na medida usual. Isso, por sua vez, impulsionará ainda mais alto os preços do trigo. Para os países consumidores, trata-se de um grande problema, já que muitos dependem de importações de gêneros alimentícios: "Nações como o Líbano ou o Egito importam a maior parcela de seus alimentos, muitas vezes entre 70% e 90%."
"Nada a fazer, senão comer ainda menos"
Também no Quênia, 80% do trigo vem do exterior: "Nós importamos de diversos países, também da Rússia e da Ucrânia. O que está acontecendo lá vai derrubar as cadeias de abastecimento", explicou à rádio alemã ARD o economista queniano Ken Gichinga. A Turquia é também, em grande parte, dependente de trigo importado.
E o trigo não é o único produto agrário de que os países em guerra detêm uma grande parcela do mercado mundial: eles produzem 20% do milho e cevada, assim como até 80% do óleo de semente de girassol. "Estamos registrando aumentos de preço não só do trigo, mas também de outros alimentos", reforça Qaim.
Para os pobres dos países em desenvolvimento, a alta dos gêneros representa, acima de tudo, fome: "Eles não têm nada a fazer, senão simplesmente comer ainda menos", explica o diretor do ZEF.
Alguns países, como a Índia e a China, ainda possuem atualmente grandes reservas de trigo. "É claro que eles podem desbastar esses estoques, e assim ampliar a oferta de trigo", comenta o agroeconomista. Entretanto isso não bastaria, nem de longe, para compensar a lacuna da participação russa e ucraniana.
Dilema das sanções ocidentais
No entanto, os russos seguem cultivando e colhendo trigo e outros produtos. "A questão é se teremos como possibilitar as exportações russas de gêneros alimentícios a fim de evitar uma catástrofe humanitária, ou seja: os danos colaterais da guerra em outras partes do mundo", especula Qaim.
Isso, por sua vez, diz respeito às sanções ocidentais contra a Rússia, que não só dificultam as exportações como seu pagamento, já que diversos bancos russos foram excluídos do sistema internacional de transferências monetárias: "Aqui, precisamos discutir seriamente sobre exceções para alimentos", insta Qaim.
Os desdobramentos futuros dependem, acima de tudo, do transcorrer da guerra. Um perigo real é que, também na Ucrânia, venha a grassar a fome em massa – num país que, devido a seu chernossolo, de fértil terra negra, já foi chamado de "celeiro da Europa".
Andreas Becker/Caminho Político
@caminhopolitico @cpweb

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