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quinta-feira, 7 de julho de 2022

Boris Johnson cede a pressão e renunciará, diz imprensa

Após debandada no governo e revolta nas próprias fileiras, líder do Reino Unido diz que deixará comando do Partido Conservador, abrindo caminho para novo primeiro-ministro, segundo mídia britânica. Boris Johnson anunciará sua renúncia à liderança do Partido Conservador nesta quinta-feira (07/07), abrindo caminho para um sucessor no cargo de primeiro-ministro do Reino Unido e pondo fim a uma crise sem precedentes que paralisou o governo britânico, noticiaram as emissoras BBC e Sky e o jornal The Guardian.
Segundo a mídia britânica, o premiê tentará permanecer no cargo até o outono europeu, que começa no fim de setembro. Um porta-voz do governo britânico disse que Johnson faz um pronunciamento à nação nesta quinta.
Em protesto pelos seguidos escândalos envolvendo Johnson, mais de 50 membros do alto escalão do governo entregaram seus postos nos últimos três dias, pedindo a renúncia do premiê. Somente nesta quinta-feira, oito ministros renunciaram.
Esta é a crise mais profunda enfrentada pelo premiê desde que venceu as eleições gerais de 2019. Há um mês, ele superou uma moção de desconfiança em seu partido, mas saiu com o poder enfraquecido da votação, que mostrou insatisfação de 41% dos parlamentares conservadores com sua gestão e com os escândalos que o afetam.
O premiê vinha se negando a deixar o cargo, apesar da revolta de colegas do próprio Partido Conservador.
"A renúncia dele era inevitável", afirmou Justin Tomlinson, vice-presidente do Partido Conservador, nesta quinta. "Como partido, devemos agora nos unir e focar no que importa."
Num sinal de total falta de apoio, o ministro das Finanças de Johnson, Nadhim Zahawi, que foi nomeado para o cargo nesta terça-feira, pediu que o premiê renunciasse. "Isso não é sustentável e só vai piorar: para você para o Partido Conservador e, mais importante, para todo o país. Você precisar fazer a coisa certa e sair [do cargo]", escreveu no Twitter.
Alguns dos que permanecerem em seu cargos, incluindo o ministro da Defesa, Ben Wallace, afirmaram que só o fizeram por terem a obrigação de manter o país seguro.
Os conservadores terão agora que eleger um novo líder, um processo que pode levar até dois meses.
Série de escândalos
Johnson chegou ao poder há quase três anos, com a promessa de concluir a saída do Reino Unido da União Europeia e pôr fim às amargas disputas que se seguiram ao referendo de 2016 sobre o Brexit.
Desde então, alguns conservadores apoiaram o ex-jornalista e ex-prefeito de Londres com entusiasmo, enquanto outros, apesar de ressalvas, o apoiaram porque ele conseguiu ter apelo entre parte do eleitorado que normalmente rejeitava o partido.
Mas a abordagem combativa e muitas vezes caótica de seu governo e uma série de escândalos esgotaram a boa vontade de muitos de seus legisladores, e pesquisas de opinião mostram que Johnson já não é mais popular entre a população.
A mais recente crise eclodiu após o então deputado do Partido Conservador Chris Pincher ser obrigado a deixar o cargo devido a acusações de ter "apalpado" dois homens.
Johnson teve que se desculpar depois de ter vindo à tona que ele foi informado de que Pincher já havia sido alvo de acusações de má conduta sexual antes de ter sido indicado para o posto de encarregado de disciplinar a bancada do Partido Conservador no Parlamento. O premiê disse que havia se esquecido do ocorrido.
O caso de Pincher junta-se a outros semelhantes no Partido Conservador nos últimos meses. Em meados de maio, um deputado suspeito de estupro foi preso e depois libertado sob fiança. Em abril, outro legislador renunciou por ver pornografia em seu celular. E um ex-deputado foi condenado em maio a 18 meses de prisão por agredir sexualmente uma menina de 15 anos.
Além disso, Johnson enfrenta uma investigação parlamentar sobre se ele mentiu em sua defesa sobre o chamado "Partygate", as festas realizadas na residência oficial de Downing Street durante a pandemia de coronavírus.
A crise política soma-se, ainda, às dificuldades que o país enfrenta para se adaptar à saída da União Europeia (UE) em 2020.
lf (Reuters, AFP, AP)cp
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