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quarta-feira, 27 de julho de 2022

Homem que matou brasileira na Alemanha irá para clínica

Refugiado somaliano sofre de esquizofrenia paranoica e ficará internado por tempo indeterminado. Em junho de 2021 ele matou três mulheres e feriu outros seis passantes num ataque a faca no centro de Würzburg. O somaliano que matou uma brasileira num ataque a faca em 2021, em Würzburg, Alemanha, foi condenado nesta terça-feira (26/07) a permanecer numa clínica psiquiátrica por tempo indeterminado. "Qualquer um que age sem culpa individual não deve ser punido", observou o juiz Thomas Schuster, ao anunciar o veredito.
Ele considerou indiscutível que o ataque foi efetuado pelo homem num momento de incapacidade mental: "Ele não foi capaz de ver o erro de suas ações."
O refugiado da Somália sofre de psicoses, alucinações e ouve vozes – como no dia do crime, ordenando o ataque. Na última sexta-feira, em depoimento, um psiquiatra declarara que o réu é doente mental e, sem tratamento, muito perigoso.
"Não há dúvida de que o acusado sofre de esquizofrenia paranoica", disse Hans-Peter Volz, diretor médico do Hospital Werneck Castle para Psiquiatria, Psicoterapia e Medicina Psicossomática.
Após o término do julgamento, o Ministério Público de Munique e a defesa indicaram que não vão recorrer.
Avaliações periódicas
Em 25 de junho de 2021, o refugiado de cerca de 30 anos matou três mulheres, entre elas uma professora brasileira, e feriu gravemente outros seis transeuntes num ataque a faca num centro comercial da cidade de Würzburg, no estado da Baviera.
Com o veredito, segundo o Código Penal alemão, o autor do crime pode passar muitos anos numa enfermaria psiquiátrica. Peritos externos o examinarão a intervalos regulares. Enquanto a doença persistir e ele for classificado como perigoso, a liberação não será possível. Isso significa que, dependendo da situação, poderá passar o resto da vida internado.
O somaliano se registrou na Alemanha em 2015. Desde então, teve alguns registros de problemas mentais, mas, até o dia do crime, as autoridades alemãs não tinham qualquer indicação de que ele pudesse colocar outras vidas em risco.
A brasileira Christiane H. foi morta aos 49 anos, quando fazia compras acompanhada da filha de 11 anos, que ficou gravemente ferida no ataque, mas sobreviveu.
Christiane, de origem alemã, havia se mudado para a Alemanha com a filha no fim de janeiro de 2021. A intenção era arrumar emprego e se estabelecer em definitivo na Baviera, onde tinha parentes. O marido e o filho mais velho viriam em seguida.
le/av (DPA, AFP, ots)cp
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