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segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Gustavo Petro toma posse como presidente da Colômbia

Primeiro presidente de esquerda do país, ele promete perseguir um capitalismo ecológico-social. Conheça a trajetória do ex-guerrilheiro e ex-prefeito de Bogotá, e desafios que tem pela frente. Ele conseguiu. Em sua terceira tentativa, o político colombiano Gustavo Petro, de 62 anos, venceu as eleições presidenciais e tomou posse neste domingo (07/08). Como candidato de consenso para grande da esquerda, o pai de cinco filhos e economista prevaleceu no segundo turno com 50,5% dos votos totais contra o empresário Rodolfo Hernández.
"Prometo a Deus e prometo ao povo cumprir fielmente a Constituição e as leis da Colômbia", disse Petro em seu juramento perante o presidente do Congresso, Roy Barreras. Seu primeiro ato de governo foi determinar que a espada de Simón Bolívar, considerado um libertador anticolonialista por diversos países da América Latina e símbolo de sua luta política, fosse levada ao palanque onde era realizada a cerimônia de posse.
Como o nome da aliança eleitoral – Pacto Histórico – promete, a vitória eleitoral de Petro pode realmente marcar um ponto de inflexão na história colombiana. Ele é o primeiro presidente de esquerda da República da Colômbia.
Por quase 140 anos, presidentes de partidos conservadores ou liberais sempre conduziram o destino do país. Enquanto em muitas nações latino-americanas partidos de esquerda já haviam conquistado o poder, a maioria colombiana permaneceu cética em relação às ideias desse espectro político.
As experiências com os vários grupos guerrilheiros que tentaram mudar as relações de poder e propriedade do país pela força desde meados do século 20 foram muito traumáticas – sobretudo com as Farc, com as quais o governo colombiano concluiu um tratado de paz em 2016.
Um jovem na guerrilha
É ainda mais surpreendente que os colombianos tenham agora escolhido um ex-guerrilheiro como seu chefe de Estado. Filho de um professor, Gustavo Petro cursou economia em uma universidade particular. Durante seus estudos, entrou para o movimento Movimiento 19 de Abril.
O movimento havia sido fundado em 1970 depois que o candidato da esquerdista Aliança Nacional Popular, Gustavo Rojas Pinilla, foi privado da vitória por meio de uma suposta fraude eleitoral.
A partir de então, Petro levou uma vida dupla, por assim dizer: Após completar seus estudos, tornou-se funcionário da cidade colombiana de Zipaquirá em 1980, e mais tarde foi eleito vereador da cidade. Ao mesmo tempo, ele estava envolvido no M-19 como coronel Aureliano, codinome que deu a si mesmo inspirado em um personagem do romance Cem Anos de Solidão, de seu compatriota e ídolo, o prêmio Nobel Gabriel García Márquez.Durante esse período, o M-19 cometeu diverso crimes, incluindo sequestros, assassinatos e ataques a instalações militares e policiais. Não se sabe em quantos desses casos Petro estaria envolvido. A Justiça da Colômbia ainda não analisou os centenas de crimes cometidos pelo M-19.
Para mudar isso, o jornalista colombiano François Roger Cavard diz ter coletado provas de 40 desses crimes e entrou com ações judiciais. Uma delas foi recentemente admitida pela Audiência Nacional da Espanha. Nela, Gustavo Petro é acusado de envolvimento no sequestro em 1981 do jornalista espanhol Fernando González Pacheco, que morreu em 2014.
Sabático diplomático na Bélgica
Petro já foi a julgamento antes como guerrilheiro: em 1985, ele foi preso por posse ilegal de armas, torturado e condenado a 18 meses de prisão por conspiração. Quando o M-19 depôs suas armas em 1990 e se tornou o partido político Aliança Democrática M-19, Petro disputou e venceu uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Sua tentativa de reeleição, em 1994, não foi bem sucedida. Depois de receber inúmeras ameaças de morte, Petro optou por ser enviado à Bélgica como diplomata nos anos 90. Após seu retorno, ele entrou novamente no Congresso – primeiro como deputado, depois como senador.
Ele ganhou notoriedade sobretudo ao expor as conexões do então presidente Álvaro Uribe com a organização terrorista de direita Forças Unidas de Autodefesa da Colômbia (AUC), o que lhe trouxe inúmeros processos.
Provavelmente devido a esse sucesso, ele se tornou o candidato do partido de esquerda moderada Polo Democrático Alternativo (PDA) na disputa presidencial de 2010, mas desistiu no primeiro turno. Dois anos depois, ele venceu a eleição para prefeito de Bogotá.
No cargo, ele impôs controles mais rígidos sobre armas na capital, fortaleceu o transporte público e criou um secretariado feminino e um ponto de contato central para a comunidade LGBT. Sobretudo, ele apoiou os setores mais pobres da população com programas sociais.
Capitalismo ecológico-social?
Nas eleições presidenciais de 2018, Petro perdeu no segundo turno para o agora extremamente impopular presidente Iván Duque. Neste ano, ainda mais do que na disputa anterior, ele entrou na corrida com um programa eleitoral de esquerda moderada. O economista se pronunciou a favor de uma maior tributação das empresas e quer limitar a exploração ambientalmente danosa de recursos minerais.
Ao mesmo tempo, não deve haver expropriação de propriedade privada sob sua presidência. Ele fez um juramento registrado em cartório sobre isso. Embora o documento provavelmente não seja juridicamente vinculante, o sinal político foi claro.
"A Colômbia não precisa de socialismo, precisa de democracia", disse Petro ao diário espanhol El Pais em setembro passado. E, durante seu discurso de vitória, ele falou a seus apoiadores extasiados: "Queremos desenvolver o capitalismo na Colômbia". Segundo Petro, isso deveria incluir "justiça ambiental", assim como justiça social.
Será que Petro conseguirá unir a Colômbia?
A terceira mensagem principal, que Petro também repetiu na noite das eleições, é uma questão perene na Colômbia: a paz. Esse objetivo une a esmagadora maioria das pessoas no país, mas uma maioria estreita parece pensar que ele é o presidente certo para alcançá-lo.
Muitos apoiadores de seu oponente nas eleições temem que Petro queira transformar a Colômbia em outra Venezuela, ao contrário de suas promessas. A maioria dos analistas concorda que sua vitória eleitoral é um marco histórico. A direção que essa reviravolta terá está agora nas suas mãos.
Jan D. Walter/Caminho Político
@caminhopolitico @cpweb

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