Nesta última sexta-feira (16), em entrevista ao Cast do Bom, no estúdio do O Bom da Notícia, a candidata à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores, deputada federal Rosa Neide, explicou em bate-papo com a jornalista Marisa Batalha e a advogada para Mulheres, Bárbara Lenza Lana, que entra em ação, agora em 2023, o projeto ‘Maria da Penha vai à Escola'. Que vai ensinar por meio da arte, questões como igualdade de gênero, orientação sexual e os direito da mulher. Ao lembrar - que apesar da eficiência da Lei Maria da Penha -, os resultados lá na ponta ainda deixam a desejar. Assim, a saída é levar esta discussão para as salas de aula, onde meninos e meninas aprendam, de fato, a se respeitarem desde cedo, sobretudo, em seus direitos.
Mudando, por meio de diálogos educacionais e pela arte, uma discriminação secular que ainda indaga sobre quais são, de fato, os papéis que a mulher pode incorporar, em um sistema patriarcal que, claro, insiste em manter a mulher longe dos espaços de decisão e de poder.
“É preciso entender que a mulher é diferente do homem apenas no corpo, mas quando se trata do direito de ocupar o espaço, ela tem tanto direito quanto o homem, mas precisa lutar, exaustivamente, para consegui-lo. Tem um projeto de lei que se chama 'Maria da Penha Vai à Escola' - que inicia agora em 2023 -, que trabalhará de forma artística a Lei Maria da Penha. Pois mesmo que a gente tenha a terceira melhor lei do mundo, não temos, contudo, os melhores resultados em relação ao papel da mulher e o papel do homem na convivência cidadã. Assim, este projeto propõe que as escolas criem atividades culturais, principalmente sob o olhar teatral, com criação de roteiros e peças entre alunos, onde meninas e meninos saibam de seus papéis, seus direitos e aprendam, sobretudo, que a violência doméstica desmantela uma família. Um teatro real que será acompanhado, inclusive, pelo Ministério Público”, contou
Só para saber o projeto 'Maria da Penha vai à Escola' busca educar, para prevenir e coibir a violência contra a mulher. Ele é um programa que teve início no Distrito Federal e tem se expandido para o resto do Brasil.
Para a deputada que busca a reeleição na Câmara Federal, diante de tantas desigualdades e tanta violência de que a mulher continua sendo alvo, ela não vê outra saída para mudar os dados de violência, além da educação infantil e do adolescente.
“Não vejo outra saída além da educação. Aqueles que estão adultos, não podemos ‘chamar de ’pau que nasce torto, nunca se endireita', pois acredito que a gente sempre vai construindo através da nossa memória afetiva e o nosso histórico um mundo melhor ou uma pessoa melhor, mas quando trabalhamos bem na primeira infância temos resultado efetivos. Vamos fazer deste país, um país progressista sem perder o zelo humano”, disse.
Assessoria/O Bom da Notícia/Caminho Político
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