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quinta-feira, 20 de outubro de 2022

ENLOUQUECIDA: Vereadora Rosy Prado de VG chama imprensa de medíocre, falsa e ordinária

“Com poder subindo à cabeça” e sem qualquer diplomacia, “jogo de cintura” e respeito pelos demais profissionais, a vereadora bolsonarista de Várzea Grande, Rosemary Souza Prado, conhecida como Rosy Prado (União Brasil), mais uma vez atacou a imprensa de Várzea Grande na tribuna da Câmara Municipal. 
“Imprensa medíocre, falsa, ordinária, vai explicar-se na Justiça”, ameaçou. Desta vez ela se enraiveceu com o jornalista Rodrigo Pazot do site “OEmpallador” por tê-la procurado, na última sexta-feira (14 de outubro) para ela se posicionar sobre um áudio do presidente do bairro Mapim, Maurício José de Souza, conhecido como “Maurício Mau-Mau”, denunciando o sobrinho dela, Oswaldo Prado Rocha, conhecido como “Neto Prado”, por supostamente desviar medicamentos das unidades de saúde.
“Eu fiquei sabendo de uma informação quente, que é o sobrinho da Rosy Prado que furtou! É por isso que a Saúde está esta calamidade!”, afirma o presidente do Mapim, no áudio que o próprio mandou em grupo de whatsapp chamado “Alô Varzea Grande”.Oswaldo Prado atua como superintendente da atenção secundária da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, desde janeiro de 2021 quando foi nomeado pelo prefeito Kalil Baracat. Por conta do suposto desvio, Neto Prado seria responsável pelas prateleiras de remédios das unidades de saúde estarem vazias conforme vídeos já divulgados pelo mesmo veículo de imprensa.
Em vez dela refutar o “áudio”, classificando-o como possível “calúnia sem fundamento” e se posicionar contra o presidente de bairro que proferiu as acusações, ela preferiu vociferar raivosa contra o jornalista que apurava a denúncia.
Mal-estar que ela poderia ter evitado também se optasse por dialogar com o jornalista explicando que o sobrinho não é responsável pela gestão dos medicamentos, nem pela gestão das farmácias das unidades de saúde e por isso, “em tese”, não poderia ser responsabilizado pela falta dos insumos e pelo suposto crime de furto. Em vez disso, a vereadora Rosy Prado desperdiçou a oportunidade saindo pela tangente: “a quem acusa cabe o ônus da prova”, disse ela ao jornalista, na primeira ocasião em que foi comunicada sobre o áudio.
Situação que deu margem para Rodrigo Pazot publicar a matéria sem os esclarecimentos que ela poderia ter feito antes, mas só preferiu fazer na tribuna da Câmara.
Revoltada com a publicação e a repercussão da matéria, a vereadora se pronunciou na sessão plenária de terça-feira (18 de outubro) da Câmara Municipal de Várzea Grande. Sob o manto da imunidade parlamentar, a vereadora se sentiu à vontade para falar todas as atrocidades que desejava, para ridicularizar e desqualificar o profissional da imprensa e ainda ameaçá-lo de processo.
Afirmou ainda que o sobrinho é responsável pelos CAPs e não pelos medicamentos. A vereadora também apresentou, aos colegas vereadores que participavam da sessão, um novo áudio do presidente do bairro Mapim arrependido de ter dito o que disse no áudio anterior.
“Quero aqui dizer que aconteceu um ato de brincadeira no grupo Alô Várzea Grande, um áudio envolvendo a vereadora Prado sobre desvio de medicamento e isso aí não é verdade, eu apaguei o áudio imediatamente, eu vi que não era certo. E pessoas maldosas, mal caráter, pessoas baixas, pior que verme, usaram o áudio, usaram minha foto e da vereadora e fizeram matéria para prejudicar a vereadora. Quero pedir desculpas pra senhora pelos danos que aconteceram! Vereadora eu não tenho nada contra a senhora, não sou maldoso, pode chegar no bairro Mapim e perguntar quem sou eu e a senhora vai saber que sou uma pessoa de bem. Quero pedir desculpas à senhora até pessoalmente”, afirmou o presidente de bairro Maurício Mau-Mau.
Com base no novo áudio, a parlamentar exigiu que o jornalista Rodrigo Pazot do site OEmpallador se desculpe e se retrate com ela e com o sobrinho.
A vereadora se vitimizou, se disse “perseguida” e “injustiçada” e mandou recado à imprensa para “deixá-la em paz”. Além disso, ela avisou aos jornalistas que estejam investigando a falta de medicamentos na cidade para não virem mais atrás dela e irem diretamente até os responsáveis pelo Centro de Abastecimento e Distribuição de Insumos e Medicamentos (Cadim), pelos responsáveis técnicos das farmácias e atrás do secretário de Saúde, Gonçalo Barros.
Cabe ressaltar que o jornalista nada mais fez do exercer o seu ofício de informar a sociedade, que não encontra medicamento nos postos de saúde e nas UPAs, sobre os fatos e denúncias envolvendo essa questão. Além disso, comprovando que não houve má fé ele procurou todas as partes envolvidas no caso para dar-lhes a chance de se explicarem. “Então imprensa medíocre, imprensa que fala o que pensar na sua boca, nos grupos de whatsapp rolaram, falaram, mas isso aí a Justiça tomará conta, os meus advogados estão tomando conta. (…) O meu sobrinho não é gerente do Cadin, ele não é farmacêutico e não está respondendo nenhum processo na Saúde, onde há muitas falácias! Ele não faz parte de nada, não responde nenhum processo, não foi chamado pelo Gaeco, não foi notificado”, vociferou contra a mídia.
Apesar da humilhação ao qual foi exposto, o jornalista recebeu manifestações de solidariedade e apoio de colegas da imprensa que conhecem o seu caráter e o seu compromisso com a verdade e com a sociedade.
Veja a sessão da Câmara Municipal de VG, na qual a vereadora Rosy Prado atacou o jornalista Rodrigo Pazot e a imprensa.
Rosy Prado e seu histórico de ataques e assédio moral
A vereadora Rosy Prado (UB) tem inúmeras situações acumuladas em seu histórico de escândalos e condutas nada republicanas. Pode ser por isso que se sente tão “injustiçada e perseguida pela imprensa”.
Uma das vezes em que ela teve seus minutos de fama, ela foi denunciada por assédio moral contra uma técnica de enfermagem, na época em que ela, Rosy Prado, ainda era assessora da ex-prefeita Lucimar Campos (DEM).
“Não estou perguntando se você falta, eu estou falando o atestado que você está doente por não vir na reunião hoje à noite. Eu não estou discutindo se você falta, este não é um assunto que estou discutindo com você, estou falando porque você não está aqui na reunião, tá, obrigada, tchau”, disse ela em um áudio ameaçador à servidora.
Em uma outra vez, ela também chamou a imprensa de Várzea Grande de hipócrita, simplesmente porque não gostou e não conseguiu “levar na esportiva” a fala do blogueiro Willian Sidney em um vídeo quase que humorístico. Ele fez um vídeo brincando com a chegada do cantor nacional Carlinhos Brown, na cidade, para um show artístico de lançamento de um projeto de educação ambiental nas escolas municipais.
Na oportunidade, o blogueiro Willian brincou que a Prefeitura não precisava gastar dinheiro público para trazer o famoso, porque na Câmara Municipal já existem 21 artistas que poderiam fazer o “mesmo papel” de Brown. “Você vai lá na Câmara é fofoca, showmício e daí pra cima então temos lá 21 artistas”, brincou o blogueiro.
A vereadora também já se viu denunciada por compra de votos com sacolão às vésperas das eleições de 2020, o que gerou cobertura da imprensa e o que a deixou “indignada”. Ela conseguiu provar sua inocência, mas parece ter direcionado a sua mágoa, não a quem a denunciou, mas à imprensa que divulgou o fato dela ter respondido ao processo.
Veja os vídeos sobre a brincadeira com a vinda de Carlinhos Brown e a reação da vereadora!
Assessoria/diariodigitalmt/Caminho Político
@caminhopolitico @cpweb

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