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terça-feira, 12 de setembro de 2023

Cadeia de valor e cadeia produtiva: descubra as diferenças entre os processos de produção e como eles nos impacta

Cadeia de valor e cadeia produtiva. Olhando para essas duas palavras, você saberia dizer quais são as suas diferenças? Pois, a diferença está no olhar: enquanto a cadeia de valor foca no socioambiental, a cadeia produtiva está direcionada fortemente para a economia. Em Mato Grosso, as cadeias de valor ligadas ao extrativismo de produtos florestais não madeireiros, ou seja, nos produtos da sociobiodiversidade, que ajudam no sustento de diversas famílias ligadas aos povos e comunidades tradicionais estão sendo alvo de melhorias estratégicas.
Tanto a cadeia produtiva como a cadeia de valor envolve elos da produção, que vai desde o insumo até a entrega do produto na prateleira para o consumidor. Entretanto, o coordenador do subprograma Agricultura Familiar e de Povos e Comunidades Tradicionais (AFPCT) do Programa REM MT, Marcos Paulo Balbino, explica as suas diferenças.
Cadeia de valor
Segundo pontua Marcos, a cadeia de valor olha para cada etapa de produção com um viés mais amplo, focado no social, ambiental e econômico.
“A cadeia de valor tem esse cuidado de olhar para o ambiental e o social além do econômico, diferente da cadeia produtiva, que é muito focada em aumentar a eficiência do processo produtivo, focado no econômico principalmente. Então, acaba negligenciando aspectos sociais que estão ligados à sustentabilidade. Para você ter uma cadeia bem estável, você precisa também olhar pras pessoas e para o meio ambiente, porque a médio e longo prazo isso precisa se sustentar, não só a questão de visar lucros”, explica Marcos Paulo.
Cadeia produtiva
Por sua vez, Júnior Fragoso, diretor executivo da Devallor, empresa parceira do REM MT que oferece soluções para negócios sustentáveis, pontua que a atenção da cadeia produtiva é essencialmente a produtividade, eficiência e economia.
“O foco da cadeia produtiva é o produto ou o serviço, visando essencialmente o retorno econômico. Na cadeia produtiva, a importância não é dada aos possíveis elos mais vulneráveis da cadeia, como é o caso dos produtores da agricultura familiar, tampouco em gerar valores para os demais atores da cadeia”, afirma Júnior.
Exemplos de cadeias produtivas e de valor
No caso de cadeias produtivas, Júnior cita a cadeia produtiva automobilística, a cadeia do petróleo, a cadeia de vinhos, a produção convencional de cítricos, a soja e a pecuária. No entanto, elas não estão associadas a pouco ou nenhum benefício para os agricultores familiares, bem como para os povos e comunidades tradicionais envolvidos.
Já a cadeia de valor, por exemplo, podemos elencar produtos vinculados à sociobiodiversidade, como a cadeia de valor do pequi, castanha do Brasil, babaçu, açaí, mel etc.
Apoio às cadeias de valor
Por meio do subprograma de Agricultura Familiar, o Programa REM MT apoia as cadeias de valor do açaí, babaçu, pequi, leite, café, cacau, limão, banana, sementes florestais, castanha do Brasil, borracha natural, baru, mel e cajá nativo de todo o estado de Mato Grosso.Cerca de 6.357 famílias foram apoiadas, além de 63 associações e cooperativas.
De forma prática, esse apoio às cadeias de valor envolve capacitações, consultorias e aquisição de equipamentos necessários para desenvolver as atividades, como veículos, câmaras de armazenamento, embalagens e muito mais.
Marcos Balbino comenta sobre o projeto Muxirum Quilombola, projeto da comunidade Mutuca, do Quilombo Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento, a 42 km de Cuiabá, que trabalha com a banana-crioula, num sistema de cultivo ancestral.
“Quando você trabalha com um produto olhando para o social e para o ambiental, lá no consumidor final tem que aparecer de onde está vindo, o que tem embutido nisso. No caso do Muxirum Quilombola, eles têm uma marca agora, que traz esse aspecto que é um produto quilombola, um aspecto social muito forte, estruturado, que também envolve o meio ambiente”, ressalta Marcos Paulo.
Fortalecimento dos povos indígenas e tradicionais
Trabalhando de perto com a cadeia de valor da Castanha do Brasil, o coordenador do projeto Man Gap, da Associação do Povo Indigena Zoró Pangyjej (APIZ), Paulo César Nunes, exemplifica a importância da cadeia de valor, principalmente para a valorização do trabalho de comunidades tradicionais, agricultura familiar e povos indígenas.
“Trabalhar a cadeia de valor é fundamental, principalmente, porque gera agregação de valor e redução da invisibilidade de produtos do extrativismo nos diversos biomas. Assim, os produtores e consumidores se aproximam mais, ficando reduzido o número de elos e o tamanho das cadeias dos produtos. Esta aproximação gera uma série de benefícios mútuos formando um ciclo virtuoso cada vez mais forte e maior de ganha-ganha”, cita Paulo Cesar Nunes.
Olhar socioambiental vs olhar econômico
Entender as diferenças dessas duas cadeias não só ajuda a entender melhor os processos de produção, como também é importante para pensar sobre os impactos sociais e ambientais causados por elas.
Produtores da agricultura familiar, comunidades tradicionais e povos indígenas estão nos elos mais vulneráveis. “Tanto a cadeia de valor quanto a cadeia produtiva são importantes para uma visão mais completa e consciente do impacto social e econômico das atividades produtivas. A consideração dos elos mais vulneráveis da cadeia, é fundamental para promover práticas mais justas e sustentáveis em toda a cadeia de valor”, diz Júnior.
Agricultura familiar forte
Ao trabalhar a agricultura familiar no formato de cadeia de valor, é possível promover ações mais estruturantes e desenvolvidas.
“Agricultores familiares que trabalham com cadeias de valor podem ter seu trabalho muito mais bem remunerado, consequentemente, maior dignidade e melhores condições de vida. A possibilidade de conservação destas espécies manejadas por eles, através do desenvolvimento das cadeias de valor, oportuniza muito maior resiliência aos negócios e sustentabilidade em longo prazo com a garantia da conservação da biodiversidade nas áreas de florestas manejadas por eles”, explica Paulo Cesar Nunes.
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