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quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Congresso espanhol reelege Sánchez como primeiro-ministro

Socialista obteve 179 votos, três a mais do que a maioria absoluta necessária, ao fazer acordos e prometer anistiar separatistas, provocando a ira de setores conservadores. O Congresso da Espanha reelegeu nesta quinta-feira (16/11) o socialista Pedro Sánchez como primeiro-ministro, em meio a uma onda de protestos em diversas cidades espanholas por parte de setores conservadores e da ultradireita que criticam um acordo político para anistiar líderes separatistas.
O primeiro-ministro teve 179 votos a favor, apenas três a mais do que a maioria absoluta necessária dos 350 deputados. Ele recebeu o apoio da esquerda, dos independentes, dos nacionalistas e dos regionalistas, possibilitando a reeleição.
A vitória no Congresso foi o apogeu de uma estratégia política arriscada que se provou exitosa. Após a derrota do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) nas eleições regionais de 28 de maio, Sánchez, um dos pouco socialistas à frente de um governo europeu, convocou novas eleições gerais no país.
Ele acabou ficando em segundo lugar no pleito realizado em 23 de julho, atrás do conservador Alberto Núñez Feijóo. Depois do fracasso da direita em obter apoio para formar um novo governo, Sánchez deu início a conversações com diferentes grupos políticos.
Ele manteve o apoio da extrema esquerda, ao lado de quem já governou nos últimos três anos, e com partidos separatistas, entre eles, o Juntos pela Catalunha de Carles Puigdemont, líder do movimento independentista catalão, a quem fez algumas concessões importantes.
Anistia aos separatistas
A principal delas foi a promessa de dar impulso a uma anistia para os separatistas condenados na Justiça espanhola em razão, principalmente, da tentativa de secessão da Catalunha em 2017.
Sánchez, que anteriormente era contra a anistia, se comprometeu a encaminhar a proposta para o Congresso nas próximas semanas, apesar da onda de protestos conservadores que eclodiu no país após o anúncio do acordo.
Antes da votação, o premiê defendeu a legitimidade de sua posse e instou o Partido Popular (PP), a principal força de oposição que saiu vencedora nas eleições de julho, a reconhecer sua derrota.
"A democracia só é possível se essa derrota temporal e limitada for aceita. Assim é a democracia parlamentar, e assim deve seguir sendo se quisermos preservar nossa convivência livre e pacífica", ressaltou.
Equilíbrio delicado
O rei Felipe 6 da Espanha deverá formalizar a nomeação de Sánchez após ser comunicado do resultado da votação pela presidente do Congresso, Francina Armengol, o que estava previsto paara ocorrer ainda nesta quinta-feira.
Sánchez assumirá seu terceiro mandato como chefe de governo da Espanha, no qual terá que manter um equilíbrio bastante complicado entre as forças políticas que o apoiam.
rc/le (EFE, AFP)Caminho político
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