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quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

PISA: Divulgados resultados do Brasil no Pisa 2022

Programa avalia conhecimentos e habilidades de estudantes de 15 anos em matemática, leitura e ciências. Médias brasileiras não tiveram alterações significativas em relação a 2018. O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram, nesta terça-feira, 5 de dezembro, os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2022. A divulgação foi feita na sede do MEC, em Brasília, em coletiva de imprensa com as presenças do Ministro de Estado da Educação, Camilo Santana; da secretária-executiva do MEC, Izolda Cela; e do presidente do Inep, Manuel Palácios. Já Mathias Cormann, secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e Andreas Schleicher, diretor de Educação da OCDE, participaram remotamente.
Realizado a cada três anos pela OCDE, o Pisa é um estudo comparativo internacional que avalia os conhecimentos e as habilidades em matemática, leitura e ciências dos estudantes na faixa etária de 15 anos (idade em que se pressupõe o término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países). O Inep é o responsável pelo planejamento e pela operacionalização da avaliação no Brasil — que participa desde a primeira edição, realizada em 2000. Trata-se do maior estudo comparativo do mundo.
Em função da pandemia de Covid-19, os países-membros e associados da OCDE decidiram adiar a avaliação do Pisa 2021 para 2022 e a do Pisa 2024 para 2025.
A aplicação no Brasil foi digital, com exceção dos questionários dos pais dos discentes. Ao todo, 81 países foram avaliados. Participaram 10.798 estudantes de 599 escolas das redes pública e privada.
Confira o perfil dos participantes:
73,1% dos estudantes da rede estadual;
81,9% dos matriculados no ensino médio;
96,5% das escolas em área urbana; e
76,4% das escolas localizadas no interior.
Resultados – As médias brasileiras de 2022 foram praticamente as mesmas de 2018 em matemática, leitura e ciências. Desde 2009, os resultados são estáveis nas três disciplinas, com pequenas flutuações que, na sua maioria, não são significativas. Apesar da média da OCDE nessa edição do estudo ser a menor de toda a série histórica (desde 2000), os estudantes do Brasil obtiveram pontuação inferior a ela nas três disciplinas.
O Ministro da Educação, Camilo Santana, destacou tanto os esforços dos governos estaduais para minimizar os impactos recentes da pandemia quanto a importância da articulação entre a União e os entes federados. “Nós não acreditamos em nenhuma ação de melhoria da qualidade da educação sem a participação, contribuição e o compromisso dos estados e municípios na construção dessa política”, disse.
Segundo Camilo, no entanto, “é necessário avançar significativamente para melhorar a qualidade dos resultados em toda a educação básica e, automaticamente, no Pisa”. Ainda de acordo com o Ministro, as medidas prioritárias do MEC são promover a alfabetização na idade certa; a garantia da educação em tempo integral; a permanência do jovem na escola; e a melhoria da formação inicial e continuada dos professores.
Clara Machado, coordenadora-geral do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) apresentou alguns dos principais indicadores brasileiros no estudo. “Nos chama a atenção a grande proporção de estudantes concentrados nos níveis considerados de baixo desempenho e também a pequena concentração de estudantes com alto desempenho, mas essa proporção de alta performance também é pequena nos países da OCDE”, explicou.
Ela fez um contraponto no que diz respeito ao desempenho do Brasil comparado aos países-membros da entidade que realiza o Pisa, principalmente, entre as duas últimas edições da avaliação. “A gente percebe que, em 2022, os países da OCDE registraram uma queda relevante, e isso não aconteceu no Brasil, apesar da situação pandêmica que nós experimentamos nos anos anteriores à aplicação do Pisa", comentou.
Contextos – Mathias Cormann, secretário-geral da OCDE, chamou a atenção para o fato de que “os resultados variam de acordo com fatores, como a situação econômica e social das famílias”. Para ele, nesse contexto, espera-se que o Pisa seja relevante na construção das políticas que estão sendo empreendidas no Brasil. Assim, ressaltou que “os dados também mostram que o suporte aos professores é fundamental para essa construção, assim como o aspecto motivacional dos alunos”.
Segundo Andreas Schleicher, diretor de Educação da OCDE, “o Brasil mostrou resiliência em relação aos impactos da pandemia”. Por outro lado, para ele, há pontos a serem aprimorados no que diz respeito às relações estabelecidas entre alunos, escola e comunidade: “O que acontece na escola tem uma grande influência no bem-estar dos alunos”. Disse, ainda, que “é importante despertar o protagonismo deles para a sua educação, ao mesmo tempo que se faz necessário ter professores que acompanhem as trajetórias desses estudantes, além de fortalecer o envolvimento entre famílias e o ambiente escolar”.
Matemática – Em 2022, o desempenho médio brasileiro foi de 379 pontos em matemática. A pontuação é inferior à média do Chile (412), Uruguai (409) e Peru (391), ao passo que não há diferença estatisticamente significativa entre a média do Brasil, da Colômbia (383) e da Argentina (379).
Leitura – O desempenho médio brasileiro foi de 410 pontos em leitura. A pontuação é estatisticamente inferior à média do Chile (448) e Uruguai (430), mas superior à da Argentina (401). Não há diferença estatisticamente significativa entre a média do Brasil, da Colômbia (409) e do Peru (408).
Dos estudantes brasileiros, 50% tiveram baixo desempenho nessa disciplina (abaixo do nível 2). Entre os países-membros da OCDE, o percentual dos que não atingiram esse nível foi de 26%. Apenas 2% dos brasileiros atingiram alto desempenho em leitura (nível 5 ou superior), enquanto, nos países da OCDE, a concentração foi de 7%.
Dos estudantes brasileiros, 73% registraram baixo desempenho nessa disciplina (abaixo do nível 2). Esse nível é considerado pela OCDE o padrão mínimo para que os jovens possam exercer plenamente sua cidadania. Entre os países-membros da OCDE, o percentual dos que não atingiram o nível 2 foi de 31%. Apenas 1% dos brasileiros atingiu alto desempenho em matemática (nível 5 ou superior).
Ciências – O desempenho médio brasileiro em ciências foi de 403 pontos, resultado inferior às médias do Chile (444), do Uruguai (435) e da Colômbia (411). Na América do Sul, o Brasil ficou em último lugar (empatado com Argentina e Peru). Entre os brasileiros, 55% registraram baixo desempenho nessa disciplina (abaixo do nível 2) e 1% atingiu alto desempenho (nível 5 ou superior). Nos países da OCDE, a taxa de baixo desempenho foi de 24%, e a de alto desempenho, de 7%.
Pisa 2022 – A cada edição, o Pisa avalia um domínio principal. Em 2022, o foco da avaliação foi matemática. Em relação a essa disciplina, os estudantes responderam a um maior número de itens no teste, enquanto os questionários se concentraram na coleta de informações relacionadas à aprendizagem. A pesquisa avaliou, ainda, domínios chamados de inovadores, como Pensamento Criativo e Letramento Financeiro.
Veja as falas do ministro da Educação, Camilo Santana:
Camilo Santana destaca que díálogo embasou a proposta de reestruturação do esnino médio
Camilo Santana defende que avaliação do Pisa seja realizada por unidade da Federação
Resultados
Vídeo da transmissão da coletiva de imprensa
Apresentação da coletiva de imprensa
Álbum de fotos da coletiva de imprensa
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