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segunda-feira, 24 de junho de 2024

FIGURINHAS CARIMBADAS NA ELEIÇÃO: “Teatralidade” das pré-candidaturas nas Eleições Municipais

Estamos, mais uma vez, em ano eleitoral. A “Festa da Democracia Brasileira” começa a ter seus contornos: pré-candidaturas, listas partidárias sendo montadas, legendas correndo atrás de candidatos. Tudo em conformidade com o roteiro, porém, você já parou para pensar como o momento pré-eleitoral organiza e até mesmo define uma ou mais eleições? Falo da “Teatralidade” de certos candidatos e como eles colhem vantagens no pós eleição, sendo, muitas vezes, vitoriosos sem sequer terem sido candidatos de fato.
Nesta época do ano, vemos, com frequência, o surgimento daquelas figuras que sempre aparecem numa eleição e, muitas vezes, nunca saem candidatas ou candidatos. O exemplo mais emblemático é o do jornalista e apresentador José Luiz Datena: ano após ano, Datena se colocava à disposição para participar do pleito, porém, sempre acabava desistindo.
No caso do apresentador, talvez o que ocorra seja uma insegurança que o leva a desistir, porém, candidatos assim existem aos montes e, muitas vezes, a lógica é bem clara: a pessoa se coloca à disposição para chamar atenção da sociedade e dos grupos políticos, almejando um melhor encaixe no jogo eleitoral.
“No jogo da política brasileira, as eleições sempre são um grande palco italiano onde a teatralidade dos políticos aflora e desfila“.
Diversas vezes, o pré-candidato é um vereador que sabe que não ganhará como prefeito, mas almeja ser vice-prefeito. Em outros casos, a ideia é a troca de apoio, pois aqueles 2% ou 3% podem fazer diferença numa eleição apertada. O pré-candidato mostra seu potencial almejando que alguém o procure para que ele desista da candidatura própria em troca de uma participação na futura gestão. A grande questão aqui não é, necessariamente, participar da eleição diretamente, mas sim garantir frutos provenientes dela de forma direta ou indireta.
Além dos pré-candidatos que quase nunca saem candidatos, temos também os políticos que sempre saem e nunca ganham. A lógica é, basicamente, a mesma: muitas vezes o político sai candidato só para mostrar seu “poder de fogo” e, regularmente, trocando apoio no segundo turno.
A ideia aqui é ter uma “BARGANHA” maior, participando mais ativamente da gestão e montando uma estrutura futura para uma eleição futura. Um exemplo extremamente válido é o de Simone Tebet, do MDB, que saiu candidata à Presidência da República e hoje é ministra do Planejamento e Orçamento no governo Lula.
Ainda sobre esse ponto, muitos dos candidatos já são políticos em exercício, ocupando cadeiras na esfera estadual e federal, o que leva a questionar: qual o sentido da candidatura? A resposta é simples: reeleição!
Além da estrutura política que pode ser montada através da barganha de cargos e participação na gestão, é válido ressaltar que a memória eleitoral é algo muito sensível, visto que parte significativa dos eleitores não lembra em quem votou nas últimas eleições. Dessa forma, o político que aparece no “meio do caminho” tem mais chance de ser lembrado.
No jogo da política brasileira, as eleições sempre são um grande palco italiano onde a “Teatralidade” dos políticos aflora e desfila, porém, não podemos perder de vista os bastidores, pois é na “coxia” que o jogo acontece.
Nas eleições municipais, a relação é muito mais próxima entre eleitores e candidatos. Às vezes, o eleitor até conhece pessoalmente aquele candidato que está pedindo o voto dele. Isto permite que o cidadão acompanhe melhor as atividades realizadas pelos candidatos e também participe da formulação dos programas de governo.
Por outro lado, é preciso ter cuidado redobrado, pois em uma relação mais próxima é frequente que alguns candidatos tentem conquistar o voto do eleitor através da troca de favores. Se um candidato oferecer materiais de construção, cesta básica, ou qualquer outro produto ou serviço em troca do seu voto, saiba que ele está cometendo um grave crime eleitoral.
Entendemos que é nos municípios que a base de tudo é construída. Mas é nele também que são dados os primeiros passos de uma carreira política. Os cargos eletivos municipais são os primeiros disputados por muitos daqueles que buscam uma carreira parlamentar.
Assessoria/Caminho Político
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