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sábado, 1 de março de 2025

Yamandú Orsi toma posse e marca retorno da esquerda no Uruguai

A posse de Yamandú Orsi neste sábado no Uruguai marca o retorno da esquerda ao poder no país para resgatar o legado de José “Pepe” Mujica após cinco anos de governo de centro-direita. Vencedor das eleições presidenciais em novembro, Orsi receberá a faixa do atual presidente Luis Lacalle Pou para governar até 2030 o país de 3,4 milhões de habitantes.
Ele será o terceiro presidente de esquerda em quase dois séculos de Uruguai independente, após seu mentor, o ex-guerrilheiro José Mujica (2010-2015), e do falecido oncologista Tabaré Vázquez (2005-2010 e 2015-2020). Esta será a oitava posse presidencial do Uruguai desde 1985, quando terminou uma ditadura civil-militar de 13 anos, uma ferida ainda aberta diante do clamor por verdade e justiça para os quase 200 detidos e desaparecidos.
Representantes de mais de 60 países já confirmaram presença nos eventos oficiais, incluindo o rei da Espanha e os presidentes de Alemanha, Armênia, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai e República Dominicana.
O presidente de extrema direita da Argentina, Javier Milei, anunciou que não comparecerá à posse, devido à abertura do ano legislativo em seu país.
Os presidentes de Cuba, Nicarágua e Venezuela foram vetados da cerimônia pelo direitista Lacalle Pou. “Ninguém da Venezuela vem”, disse nesta quinta-feira o futuro ministro das Relações Exteriores, Mario Lubetkin, descartando até mesmo a presença de representantes diplomáticos do país caribenho.
Duas vezes prefeito de Canelones, o departamento mais populoso depois de Montevidéu, o professor de História, de 57 anos chega à Torre Executiva com 53% de popularidade.
Diferente de seus antecessores, Orsi terá que lidar com um Parlamento dividido: seu partido, a Frente Ampla, controla apenas o Senado, enquanto políticos da centro-direita ocupam a Câmara dos Deputados.
No campo econômico, Orsi terá de aumentar o crescimento, estimado pelo FMI em 3% para este ano e, ao mesmo tempo, atender às demandas sociais sem aumentar ainda mais o déficit fiscal, que fechou 2024 em 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB).
Outro desafio será combater a criminalidade, grande parte ligada ao tráfico de drogas. Segundo uma pesquisa da Equipos Consultores, a insegurança é o principal problema dos uruguaios (37%), seguida de longe pelo desemprego (17%).
No Uruguai, a taxa de homicídios é de 10,5 por 100 mil habitantes, e a população carcerária é de 445 presos por 100 mil habitantes, a mais alta da América do Sul e a décima mais alta do mundo.
Para este pequeno país agrícola, vizinho da Argentina e do Brasil, as relações internacionais são essenciais para o acesso ao mercado. Orsi terá de apelar ao equilíbrio, com o Mercosul questionado em nível regional e um mundo polarizado.
Cerimônia de posse
Neste sábado, por volta das 14h locais (mesmo horário em Brasília), Orsi jurou fidelidade à Constituição diante dos 30 senadores e 99 deputados reunidos em Assembleia Geral.
Do Palácio Legislativo, passou ao Auditório Nacional Adela Reta, onde Lacalle Pou lhe entregou o poder.
Redação, com Brasil de Fato – de Montevidéu/CdB/Caminho Político
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