Em entrevista coletiva realizada neste sábado (17) em Brasília, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, detalhou a operação conjunta que resultou na prisão de Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, na Bolívia. A ação envolveu a Polícia Federal brasileira, a Fuerza Especial de Lucha Contra el Crimen (FELCC) boliviana e a Interpol. Almeida, apontado como ex-líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), estava foragido desde 2020 e foi detido em Santa Cruz de la Sierra por uso de documento falso . Rodrigues enfatizou a importância da base de dados biométrica da PF na identificação rápida do foragido. “Imediatamente foi feita a checagem e aqui eu ressalto a importância, uma vez mais, da nossa base de dados biométrica, que permitiu praticamente em tempo real retornar a informação ao nosso oficial de delegação lá em Santa Cruz de la Sierra e aos colegas da Polícia da Bolívia, informando tecnicamente quem era exatamente aquela pessoa que estava ali e, com isso, permitindo que a polícia boliviana fizesse a detenção dessa pessoa”, afirmou.
Após a confirmação da identidade de Almeida, a PF comunicou o sucesso da operação ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Rodrigues informou que o ministro Ricardo Lewandowski notificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler Mauro Vieira, que acionou a missão diplomática brasileira na Bolívia para acompanhar o caso.
Almeida permanece sob custódia das autoridades bolivianas, aguardando decisão judicial que pode resultar em sua extradição ou expulsão para o Brasil. A PF já mobilizou aeronaves para realizar o traslado imediato, dependendo da decisão das autoridades bolivianas .
Rodrigues reiterou o compromisso da PF no combate ao crime organizado, “O crime organizado se combate com essas ações, com a prisão de lideranças, com o enfrentamento ao poder econômico dessas entidades criminosas e, fundamentalmente, com a integração e cooperação doméstica e internacional.”
Ele também destacou outras operações recentes da PF, como ações contra roubo de cargas em São Paulo, prisões de líderes de facções na Bahia e Minas Gerais, e a Operação Narco Vela, que bloqueou mais de R$ 1 bilhão em ativos relacionados ao tráfico de drogas.
Assessoria/Caminho Político
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