O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), evitou se posicionar claramente sobre a ordem de prisão da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), determinada na quarta-feira (4) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas disse que deve se manifestar ainda nesta quinta-feira (5) sobre a decisão.“A decisão foi tomada no dia de ontem, a equipe técnica do Jurídico da Câmara está se reunindo para ver quais são as próximas etapas que nós deveremos cumprir acerca da decisão dada pelo Supremo Tribunal Federal e eu quero até o final do dia de hoje trazer qual será a nossa manifestação acerca do assunto", declarou Motta a jornalistas durante uma coletiva de imprensa após o Fórum Parlamentar dos Brics, realizado em Brasília.
Condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo por coordenar uma invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserir um falso mandado de prisão contra Moraes, Zambelli anunciou na última terça-feira (3) que deixou o Brasil e residirá na Itália.
Segundo a deputada, por ter cidadania italiana, ela seria “intocável” na Europa e não poderia ser extraditada ao Brasil.
Em razão disso, o ministro Alexandre de Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República e determinou a prisão da parlamentar, além do bloqueio de suas redes sociais e a Pelo regimento da Câmara, nos casos em que o parlamentar for preso em flagrante, a decisão deve ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, em seguida, submetida à deliberação do plenário.
“Eu procuro sempre, até porque esses casos não têm precedentes aqui na Câmara, decidir com muita responsabilidade. Até entendo a ansiedade da imprensa sobre uma decisão acerca do assunto, mas eu não posso trazer um posicionamento antes de, tecnicamente, estar amparado à decisão que nós vamos tomar acerca desse caso envolvendo a deputada Carla Zambelli", concluiu Hugo Motta.
Gabriel Máximo/Caminho Político
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