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sábado, 23 de agosto de 2025

VENEZUELA FIRME E PREPARADA: Milícia Nacional Bolivariana da Venezuela materializa a concepção de “guerra de todo o povo”

A Milícia Nacional Bolivariana (MNB) foi oficialmente incorporada aos “Quadrantes da Paz” pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma medida de expansão do corpo militar-popular. A informação foi divulgada pela Telesur, que destacou que a iniciativa surge como resposta às ameaças intervencionistas dos Estados Unidos.
Segundo a agência, a estratégia envolve a implantação da Milícia nos 5.336 Circuitos Comunitários do país, com o objetivo de garantir segurança, soberania, integridade territorial e coesão nacional. Durante o anúncio, Maduro reforçou que a Venezuela rompeu “com a dependência militar do império ianque”, destacando que a força já reúne cerca de cinco milhões de integrantes ativos e mais de 600 mil patrulhas organizadas em diferentes níveis territoriais.
Estratégia de defesa popular
O comandante-geral da Milícia, major-general Javier Marcano Tabata, descreveu a força como resultado de uma “grande visão estratégica”, afirmando que seus membros treinam sob a filosofia da “guerra de todo um povo”. Já o general Joel Sánchez, vice-reitor da Universidade Militar Bolivariana e representante do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, destacou o caráter pacífico e defensivo da instituição.
“Pertencemos a uma Força Armada que é um instrumento de paz, e nos preparamos para a defesa militar do nosso território, para a defesa da soberania e da autodeterminação. A Venezuela não quer conquistar nada, quer apenas que a respeitem”, declarou Sánchez.
Raízes históricas e evolução
A Milícia Bolivariana é apresentada como herdeira de uma tradição de resistência popular, com origens que remontam a lutas indígenas contra o domínio espanhol. Formalmente, foi reconhecida e estruturada durante o governo de Hugo Chávez, em 2005, e consolidada em 2009 como um corpo auxiliar da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB). Desde então, a data de 11 de abril foi instituída como aniversário oficial da Milícia, em referência à resistência ao golpe de Estado de 2002.
A missão e visão da instituição é registrar, organizar, equipar e treinar o povo para a defesa integral da nação. Sua estrutura se divide em Milícia Territorial, Corpos Combatientes e Reserva Nacional, abarcando desde trabalhadores de instituições públicas e privadas até cidadãos que voluntariamente se incorporam às unidades.
Treinamento e armamento
Os integrantes da Milícia Territorial se reúnem mensalmente para instruções militares e atividades sociais. Em situações de emergência, podem ser convocados para missões adicionais. Já os Corpos Combatentes
, formados por trabalhadores, recebem treinamento em áreas como infantaria, comunicações e primeiros socorros, além de cursos de especialização militar.
Quanto ao equipamento, os milicianos utilizam uniformes oficiais da FANB e dispõem de armas como o fuzil FN FAL, progressivamente substituído pelo AK-103 de fabricação russa, além de variantes soviéticas, metralhadoras e artilharia leve. A Milícia Rural, por sua vez, mantém armas históricas, como o Mosin-Nagant, e elementos simbólicos da cultura camponesa venezuelana.
Resposta às críticas dos Estados Unidos
A expansão da Milícia também ocorre em meio a críticas internacionais, principalmente dos Estados Unidos. Em resposta, o comandante-geral Orlando Romero Bolívar afirmou que a instituição mantém “alerta permanente” e lealdade absoluta ao presidente Maduro.
“Não se equivoquem com os filhos de Bolívar, Zamora e Chávez. A Pátria se engrandece diante das adversidades, e a Milícia Bolivariana estará sempre ao lado do povo para resguardar sua paz e dignidade”, declarou Romero Bolívar.
Com presença crescente e forte vínculo popular, a Milícia Nacional Bolivariana consolida-se como um dos pilares da estratégia de defesa da Venezuela, em um cenário de constantes tensões geopolíticas e disputas pela soberania nacional.
Assessoria/Caminho Político
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