A Polícia Civil de Mato Grosso indiciou o jornalista e empresário Maykon Feitosa Milas, dono do jornal Centro-Oeste Popular, pelos crimes de constrangimento ilegal e difamação contra a secretária Laice Souza, titular da Secretaria de Comunicação Social de Mato Grosso (Secom-MT), e a secretária de gabinete, Angelica Juliane dos Santos Bravo. Jornalista Maykon Feitosa Milas é acusado de crimes ao supostamente ter exigido verbas publicitárias por meios de mensagens com conteúdo intimidador e invasivo. O indiciamento aconteceu no dia 16 de junho e foi assinado pelo delegado Pablo Bonifácio Carneiro, da Delegacia Especializada de Estelionatos e Outras Fraudes de Cuiabá.
O inquérito foi aberto a partir de uma representação formulado pela Procuradoria-geral de Justiça que narrava possíveis crimes de extorsão, constrangimento ilegal e difamação que teriam sido cometidos pelo jornalista contra as duas servidoras.
Segundo os relatos, Maykon constrangeu e difamou Laice e Angélica na tentativa de obter repasses de verbas públicas de publicidade ao seu jornal.
Segundo o inquérito, Millas chegou a utilizar-se do nome do jornalista Alexandre Aprá, editor do Isso É Notícia, para pressionar as profissionais.
Segundo depoimento de Laice à Polícia, Maykon afirmou que viraria “um novo Aprá, só que mais bem informado”, caso não fosse pago.
Laice afirmou ao delegado que Alexandre Aprá é um jornalista crítico ao governo, mas que jamais fez qualquer tipo de ameaça ao governo como Millas.
Após as ameaças, Maykon ainda teria publicado em seu jornal uma reportagem aonde sugeriria que uma servidora da Secom estaria grávida “de um figurão” do governo. À época, apenas Angelica era gestante entre as colaboradoras da Secom-MT.
“A conduta do investigado restou evidenciada por meio de diversas mensagens encaminhadas às vítimas, com conteúdo claramente intimidador e invasivo, cujas expressões ultrapassaram os limites da liberdade de imprensa e configuraram pressão pessoal. No caso da servidora Angélica Bravo, além das mensagens com tom de ameaça velada, foram enviadas publicações com conteúdo difamatório, que, embora não a identificassem nominalmente, remetiam de forma inequívoca à sua condição pessoal”, afirmou o delegado Pablo Bonifácio Carneiro, em seu relatório de conclusão.
O caso agora está no Ministério Público Estadual que deverá decidir se denuncia ou não o jornalista.
O inquérito corre no Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), órgão ligado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Assessoria/issoenoticia/Caminho Político
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