O presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), propôs um nome como vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto. A sugestão veio após o parlamentar descartar, nesta quinta-feira (8), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como possível presidenciável e afirmar que a candidatura do filho do ex-presidente já estaria “consolidada”. Em entrevista concedida ao jornal O Globo nesta sexta-feira (9), Nogueira observou que o nome mais indicado para vice seria o do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). “O melhor vice, na minha opinião, seria o Zema, por ter entregas e experiência. Eu acho que esta eleição será decidida no Sudeste. Mas, não sei se o Zema chega a somar eleitoralmente. Espero que ele [Flávio Bolsonaro] não cometa o erro que o pai dele cometeu no ano passado, ao escolher o Braga Netto para vice, e não a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ali, ele deixou de acenar para o eleitorado feminino e perdeu a eleição”, analisou Nogueira, que disse “estar fora” da disputa para compor a chapa.
Para o presidente do PP, Flávio terá que falar com o eleitor de centro. “Mais importante que o vice é o discurso de união e modernização. Flávio leva uma vantagem em relação ao Lula, que é a idade. Lula vive olhando para trás. Mas, se Flávio só quiser falar para a bolha, ficar dizendo que quer nomear o Eduardo Bolsonaro no Itamaraty, vai perder”, disse.
Flávio Bolsonaro ‘consolidado’ e insatisfação com Tarcísio
Nesta quinta-feira (8), Ciro Nogueira já havia dito que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não estaria na corrida presidencial em 2026.
“Eu vejo como já descartada a candidatura do Tarcísio à Presidência”, apontou o parlamentar ao jornal Folha de S. Paulo. O senador foi um dos maiores entusiastas da candidatura do governador paulista ao Planalto até poucos dias.
No mesmo dia, falou ao Valor Econômico, reforçando sua posição. “Acho que a [pré] candidatura de Flávio está consolidada”, avaliou Ciro, antes um dos maiores entusiastas da candidatura presidencial do governador paulista. “Tarcísio sempre me disse que só seria candidato com apoio de Bolsonaro. É por isso que acho que ele não vai ser candidato.”
Ciro endossou ainda a insatisfação da legenda em relação ao governador. Em 27 de dezembro, o diretório estadual do partido em São Paulo divulgou um comunicado apontando a existência de um “crescente descontentamento” por parte dos 54 prefeitos paulistas do PP.
“Queixas recorrentes sobre a falta de atenção a parlamentares, dificuldades de comunicação e uma percepção de distanciamento entre membros do atual governo estadual e a direção partidária do Progressistas, tanto em nível nacional quanto estadual”, dizia o comunicado.
Assessoria/Glauco Faria/Caminho Político
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