Ronaldo Caiado, atual governador goiano, comunicou a pessoas próximas nesta terça-feira (27) sua intenção de deixar o União Brasil e concorrer à Presidência da República, enfrentando oposições internas do PP, partido aliado numa federação com sua sigla atual. O político tem negociado intensamente uma possível entrada no Solidariedade, liderado pelo deputado federal Paulinho da Força, que recentemente formou uma aliança federativa com o PRD. Paulinho, em contato com o diário Folha de S.Paulo, confirmou tal intenção do goiano. “Falei com ele hoje, embarcou para o interior. Ele disse que vai sair do União e pediu uma conversa comigo para a próxima semana. Coloquei a sigla à disposição, nos interessa uma candidatura nacional”, confirmou.
Durante uma aparição na rádio Novabrasil, o governador confirmou ter notificado o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, e o responsável pela secretaria-geral da legenda, ACM Neto, sobre sua saída iminente, prevendo uma resolução em breve.
Além dessa opção, Caiado explorou diálogos com o Podemos, sob comando da deputada Renata Abreu, embora as tratativas com o Solidariedade tenham avançado mais. Os dois partidos se posicionam, em tese, no “centrão”, e facilitariam caminhos para aspirações presidenciais do veterano político do Centro-Oeste.
Pessoas ligadas a Caiado relatam que ele está realmente determinado a manter sua candidatura, com aliados descrevendo a estratégia como uma aposta total no objetivo de chegar ao máximo na trajetória pública, a chefia do Estado. O problema é que, para quem acompanha a vida real nos corredores do poder nacional, a cisma do governador goiano é motivo de piada. Ele não tem chance alguma de se tornar presidente e estaria fazendo um esforço hercúleo para, ao fim, ter uma votação pífia e risível.
Caiado vem de raízes no extinto DEM, que em 2022 se uniu ao PSL para criar o União Brasil. Internamente, facções rivais competem por influência, agravada pela parceria federativa estabelecida no ano anterior com o PP, dirigido pelo senador piauiense bolsonarista Ciro Nogueira.
No contexto de fragmentações no bloco centrista, a ambição de Caiado por uma vaga no pleito presidencial encontrou barreiras significativas. Um representante do PP destacou que o governador não teria chances reais, apontando Tarcísio de Freitas, do Republicanos e governador de São Paulo, como a figura conservadora mais promissora além do clã Bolsonaro, em que pese o fato de o escolhido oficialmente ter sido o filho mais velho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Assessoria/Henrique Rodrigues/Caminho Político
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