Nas eleições de 2026, que renovam dois terços do Senado, quatro partidos terão todas as suas cadeiras na Casa em disputa. O levantamento foi realizado pelo site da CNN. Podemos e PSB são as legendas que têm mais a perder, com quatro cadeiras cada. Já o PSDB tem três senadores e o Novo, um mandato em disputa. No caso do Podemos, há dificuldades para renovar os seus mandatos. O senador mineiro Carlos Viana acena com a possibilidade de se candidatar à reeleição ou mesmo ao governo do estado. Contudo, segundo o site O Fator, ele pode ser uma perda para sua atual legenda antes mesmo das eleições. Ele negocia com o Republicanos, partido que já conta com o filho do parlamentar, o deputado federal Samuel Viana (MG), e tem outro senador no estado, Cleitinho Azevedo, que tem mais quatro anos de mandato e deve se candidatar ao governo estadual.
Quem também pode sair do Podemos é a senadora Soraya Thronicke. Eleita com apoio da base bolsonarista em Mato Grosso do Sul, ela agora tem convite do deputado federal e presidente estadual do PT no estado, Vander Loubet, para formar uma dobradinha na disputa pelo Senado. “O Podemos não deve garantir ela como senadora do Lula aqui no Estado. Nós conversamos e uma possibilidade é dela se filiar ao PDT ou PSB. Se quiser sair candidata a deputada federal, dá para conversa com PV para reforçar nossa chapa”, disse ele, ao Jornal MidiaMax.
Marcos do Val (ES) é outro parlamentar do Podemos que cogita mudar de partido, no caso, para legendas mais alinhadas ao bolsonarismo. Contudo, as pesquisas mostram um cenário no Espírito Santo com ao menos oito pré-candidatos do campo da direita, e o atual parlamentar figura nas últimas posições. Levantamento da Real Time Big Data divulgado em dezembro mostra Do Val com 3% das intenções de voto.
Já no Maranhão, Zequinha Marinho deve ter um caminho difícil para a reeleição, já que o atual governador, Helder Barbalho (MDB), aparece liderando com folga as pesquisas e deve assegurar uma das duas vagas. Ele enfrenta ainda uma concorrência forte pela outra vaga, com o deputado federal Delegado Eder Mauro (PL) e o ex-ministro do Turismo Celso Sabino (União Brasil) na corrida.
As cadeiras do PSB no Senado
O PSB conta hoje com Chico Rodrigues (Roraima), Cid Gomes (Ceará), Flávio Arns (Paraná) e Jorge Kajuru (Goiás) no Senado.
Rodrigues enfrenta uma disputa ainda indefinida em busca da reeleição. O atual governador Antonio Denarium (PP) teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), em agosto de 2023, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não concluiu o julgamento dos recursos de sua defesa.
Caso seja considerado elegível, Denarium deve concorrer ao Senado, que já conta com nomes que pontuam bem na disputa, como o atual senador Mecias de Jesus (Republicanos), a ex-prefeita de Boa Vista Teresa Surita (MDB), o ex-senador Romero Jucá (MDB) e o deputado federal Helio Lopes (PL), que pode mudar seu domicílio eleitoral para se candidatar ao Senado em Roraima.
Cid Gomes demonstrou que não quer disputar a reeleição, mas uma volta atrás não é descartada no Ceará. Caso não seja candidato, deve endossar a postulação do deputado federal do PSB Júnior Mano, expulso do PL por apoiar o candidato Evandro Leitão (PT), eleito prefeito de Fortaleza, nas eleições municipais de 2024. No Paraná, Flávio Arns também não tem sua candidatura à reeleição confirmada e a pré-candidatura da ministra Gleisi Hoffmann ao Senado pode exigir novas composições entre os partidos do campo da esquerda/centro-esquerda.
Jorge Kajuru acena com uma possível saída do cenário político, sem se candidatar a nenhum cargo público. Nas sondagens, os favoritos para as duas vagas por Goiás são a mulher do atual governador e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado, Gracinha Caiado, e o deputado federal Gustavo Gayer.
As perspectivas de PSDB e Novo
A bancada do PSDB no Senado Federal é composta por Oriovisto Guimarães (Paraná), Plínio Valério (Amazonas) e Styvenson Valentim (Rio Grande do Norte).
Oriovisto Guimarães afirmou ao Estadão/Broadcast em junho do ano passado que se retirará da vida pública no fim do ano que vem. Plínio Valério enfrenta a forte concorrência do deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) e do atual senador Eduardo Braga (MDB). Ambos têm aparecido à frente do tucano nas pesquisas eleitorais.
Já Styvenson Valentim será candidato à reeleição em uma chapa de direita que deve ter na cabeça, como candidato ao governo do Rio Grande do Norte, o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), em aliança com o PL.
Com um único senador, o Novo deve lançar Eduardo Girão ao governo do Ceará, tentando se firmar na base bolsonarista do estado.
Assessoria/Glauco Faria/Caminho Político
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