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sábado, 10 de janeiro de 2026

Mobilização em Paris pede liberdade de Maduro e Cilia e repudia ação dos EUA

Uma mobilização multinacional realizada em Paris ganhou destaque neste sábado na Explanada dos Direitos Humanos, no Trocadéro, tendo como foco central a exigência da libertação imediata do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A informação é da Prensa Latina.
Dezenas de participantes de diversas nacionalidades — incluindo argentinos, bolivianos, colombianos, cubanos, chilenos, equatorianos, franceses, hondurenhos, malienses, mexicanos, nigerinos e peruanos — se reuniram com faixas, bandeiras e palavras de ordem para expressar indignação pelo ataque registrado no último dia 3 de janeiro. Com a Torre Eiffel como pano de fundo, manifestantes denunciaram a ação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Maduro e de Cilia Flores, classificando-a como uma violação do Direito Internacional. A concentração também serviu para reafirmar a defesa da soberania e da autodeterminação do povo venezuelano e para criticar o que definiram como pretensões imperialistas da administração do presidente Donald Trump.
Organizações civis que convocaram o ato destacaram que a ofensiva contra a Venezuela “não tem como objetivo combater o narcotráfico ou o terrorismo”, mas sim “apoderar-se da riqueza natural do país, desde o petróleo e o gás até o ouro e a água”.
Além da mobilização no Trocadéro, durante a tarde também foi realizado um ato de solidariedade com a Venezuela na Plaza de la Bastilla, no centro de Paris, com a participação de partidos, sindicatos e associações francesas. A Confederação Geral do Trabalho (CGT), um dos principais sindicatos do país, integrou o evento e alertou que outros povos poderiam ser alvos de ações semelhantes, caso não haja uma resposta internacional mais firme contra a intervenção dos Estados Unidos.
As manifestações em Paris refletem um movimento global de protestos que tomou diversas cidades do mundo após a intervenção dos EUA na Venezuela, como ocorreu frente ao consulado dos Estados Unidos em São Paulo e em outras capitais latino-americanas, onde também se exigiu a libertação de Maduro e Flores e repudiou-se a ação militar estrangeira.
Críticos da operação apontam que a detenção de Maduro e Cilia Flores — levados aos Estados Unidos após a ação — foi rapidamente condenada por representantes de governos e organizações internacionais como uma transgressão à soberania venezuelana e ao direito internacional, incluindo apelos por sua libertação em fóruns como o Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Assessoria/Otávio Rosso/B247/Caminho Político
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