Os servidores públicos do Estado de Mato Grosso aprovaram um indicativo de greve caso o governador Mauro Mendes (UB) não conceda a Revisão Geral Anual (RGA) referente a 2025. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (13) durante coletiva de imprensa convocada pela Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT), que reuniu dirigentes de diversas categorias do funcionalismo estadual. A FESSP-MT denunciou o descumprimento de um compromisso assumido pelo governo estadual de abrir negociação sobre a recomposição do passivo da RGA, que soma 19,52%. Segundo a entidade, mesmo após reuniões, ofícios e tentativas de diálogo, o governo não deu andamento às tratativas. “O recado está dado: quem não está ao lado do servidor público deste Estado não pode nos representar”, afirmou a Federação em nota.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Henrique Lopes, criticou a postura do governo e afirmou que a falta de recomposição salarial decorre de “falta de vontade política”, e não de limitações orçamentárias. Ele destacou que o orçamento estadual para 2025 prevê arrecadação de cerca de R$ 44 bilhões, valor suficiente para quitar parte do débito com os servidores. “Ao não negociar, o governo cria uma bola de neve que, em 2026, soma ainda os 4,26% de correção. Esperamos que o governador Mauro Mendes não empurre as dívidas para o próximo governo”, disse.
A ex-deputada estadual e integrante do Sintema-MT, Sheila Klener, reforçou que o superávit do Estado “superou o crescimento chinês”, o que, segundo ela, comprova o resultado do trabalho dos servidores. “São oito anos de perdas, de 100 mil trabalhadores que precisam ser valorizados”, afirmou.
Em resposta, o governo estadual, por meio da Secretaria de Comunicação, reafirmou que não ultrapassará o reajuste de 4,26% já anunciado, alegando que o aumento representa impacto de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos em 2026. O projeto de lei com o reajuste será encaminhado à Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (14), em sessão extraordinária durante o recesso parlamentar.
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) anunciou que apresentará uma emenda ao projeto para incluir um acréscimo de 4,92% à RGA, como forma de iniciar o pagamento das perdas acumuladas. “O Estado deve ter mais de R$ 10 bilhões de excesso de arrecadação, portanto terá dinheiro mais que suficiente para pagar R$ 1,6 bilhão que correspondem aos 4,92% que estamos propondo”, afirmou o parlamentar.
Nas redes sociais, servidores demonstram ceticismo quanto à possibilidade de avanço nas negociações, argumentando que o governador Mauro Mendes está em fim de mandato e não demonstra preocupação com o funcionalismo. Parte da categoria defende que as tratativas sejam direcionadas ao vice-governador Otaviano Pivetta, que assumirá o comando do Estado.
Régis Oliveira/Caminho Político
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