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Governo de Mato Grosso

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Trump: uma ameaça à paz mundial

“Quando o fascismo voltar, ele não dirá ‘eu sou o fascismo’. Ele dirá ‘eu sou a
liberdade’.”Umberto Eco - Normalmente eu acordo pela manhã com 200 mensagens não lidas no celular. Aquele dia, quando abri o WhatsApp, havia mais de 1000 mensagens. Descobri que um zé ninguém, um blogueiro bolsonarista, tinha publicado no Instagram dele que a Coreia do Norte, a China e eu tínhamos uma pasta capaz de ouvir segredos, inclusive do Supremo Tribunal. Uma dessas sandices de seres escatológicos que nunca merecem resposta. Vários jornalistas queriam uma manifestação minha — eu tenho uma lista de transmissão com 900 jornalistas; seria fácil responder. Mas optei pelo silêncio. Afinal, como disse à época ao pessoal do escritório, ele estava me comparando a 2 potências nucleares! Eu ia fingir de morto, certo na máxima que ouvi lá na minha Patos de Minas, quando era menino: “fama de poderoso, comedor e valente, a gente não desmente”. Mesmo machista, a frase contém uma verdade e não seria eu a questionar ter o poder equivalente a duas potências nucleares.
Na verdade, é assustador o que o mundo passa neste momento. A pretexto de manter a paz e a liberdade, estamos vivenciando uma crescente força dominadora, temerária, sem limites e concentrada nas mãos do Presidente dos EUA. Um insano. Séculos de história de convivência entre os povos, dezenas de tratados internacionais e de leis cuidadosamente preparadas, estudadas e discutidas em fóruns e universidades,
inúmeros compromissos assumidos, enfim, nada, absolutamente nada, passa a ter valor diante da força bruta e do autoritarismo cego de uma política fascista de um líder que tem o poder do famoso botão vermelho que pode explodir o mundo.
Contra o arbítrio não existe limite. Contra a insanidade não se pode exigir diálogo. A prepotência, calcada em uma visão econômica e de dominação, extrapola qualquer pretensão de compromisso com a estabilidade política mundial. O mundo passa por um momento de loucura coletiva. A decisão é política com fundamento econômico. De dominação.
As hipóteses são várias. O Presidente Trump estaria dobrando a aposta para desviar a atenção do escândalo Epstein Files, que poderia levar a um impeachment. Mesmo com todo o poder que um presidente norte-americano tem, a acusação de pedofilia assusta até as hostes mais conservadoras. Há quem sustente que ele não está no pleno gozo de suas faculdades, o que parece ser arrematada tolice.
O Trump é a cara e a representação do norte-americano médio. Ele é a imagem exata dos EUA. E há, claro, uma análise política econômica. Trump nunca foi um incentivador de guerras, e isso é um fato. Com o debacle evidente do poder dos EUA, com o país perdendo espaço e o norte-americano médio sofrendo uma queda significativa do seu estilo de vida e do poder aquisitivo, restou ao Trump o discurso que mais agrada ao cidadão do país: força,guerra e prepotência. Até mesmo uma inédita pressão em cima do presidente do Banco Central americano ele se dispôs a fazer.
E a escalada da violência não parece ter limites. Depois de sequestrar o ditador Maduro, na Venezuela - com rara ousadia e em afronta direta, não só ao direito internacional, mas desprezando o Congresso dos EUA -, já anunciou que vai colocar o tal Marco Rubio para presidir Cuba, vai invadir a Groenlândia, ameaçou sequestrar o presidente da Colômbia, incita a guerra no Irã e deitou seus olhos doentios em Fernando de Noronha.
O Brasil é uma nação pacífica. Não tem estrutura para suportar um ataque de um país como os EUA. Nenhum desses apaixonados por Trump, que pedem a intervenção no nosso país, acredito, pensa realmente em um bombardeio nas nossas cidades. Mas é isso que está em jogo. Se a escalada de violência promovida por Donald Trump voltar para nosso lado, é melhor nos prepararmos para o pior.
É bom lembrar que, enquanto o Brasil enfrentou com dignidade a tentativa de golpe de Estado, condenando e prendendo os golpistas, o presidente Trump nada fez para responsabilizar os golpistas ultradireitistas. Ele é o chefe do golpe. Ele é a maior ameaça à paz mundial. Em nome de uma falsa liberdade. Em nome de uma pretensa paz mundial.
Remete-nos a Fernando Pessoa, no Livro do Desassossego:
“A meio caminho entre a fé e a crítica está a estalagem da razão. A razão é a fé no que
se pode compreender sem fé; mas é uma fé ainda, porque compreender envolve
pressupor que há qualquer coisa compreensível.”
Assessoria/Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay/Caminho Político
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