O Carnaval brasileiro é uma das expressões culturais mais potentes do mundo. Mais do que uma festa, ele é um espaço de criação coletiva, de resistência e de afirmação identitária. Nas ruas, nos blocos e nas escolas de samba, o povo transforma o cotidiano em arte, a dor em poesia e a crítica em alegria. Defender o direito ao Carnaval crítico é, portanto, defender o direito de o povo falar por meio da cultura. Ao longo da história, o Carnaval sempre foi um espelho da sociedade. Nos desfiles e nas marchinhas, surgem denúncias, ironias e provocações que questionam o poder e revelam as contradições do país. Quando uma escola de samba leva para a avenida temas como racismo, desigualdade, intolerância ou corrupção, ela cumpre um papel político fundamental: o de fazer pensar. O riso e a irreverência, nesse contexto, são armas simbólicas contra a opressão.
Entretanto, em tempos de polarização e censura velada, o Carnaval crítico tem sido alvo de ataques. Há quem queira reduzir a festa a mero entretenimento, esvaziando seu conteúdo político e social. Essa tentativa de silenciamento é perigosa, pois ameaça a liberdade de expressão e enfraquece a democracia cultural. Uma sociedade que teme a crítica artística é uma sociedade que teme o debate e a diversidade de ideias.
Defender o Carnaval crítico é defender o direito de criar sem medo, de ocupar o espaço público com arte e de transformar a festa em reflexão. É reconhecer que a cultura é um campo de disputa simbólica, onde se travam batalhas por memória, identidade e justiça social. O samba, o frevo, o maracatu e tantas outras manifestações populares são vozes do povo que não podem ser caladas.
A democracia cultural só existe quando todos têm o direito de se expressar, inclusive por meio da crítica e da sátira. O Carnaval, nesse sentido, é um exercício de liberdade coletiva. Ele mostra que a alegria também é política, que o riso pode ser resistência e que a arte é uma forma de cidadania. Defender o Carnaval crítico é, portanto, defender o Brasil que pensa, canta e luta por um futuro mais justo e plural.
Régis Oliveira/Caminho Político
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