O Congresso do Peru realiza nesta quarta-feira (18/02), às 18h, uma sessão extraordinária para eleger o novo presidente interino do país, após a remoção de José Jerí nesta terça-feira (17/02), a dois meses das eleições presidenciais no país, que ocorrem em 12 de abril. O processo foi convocado pelo atual presidente do Parlamento, Fernando Rospigliosi. Jerí é o sexto mandatário destituído no país em menos de oito anos. A deposição tem como base uma moção de censura relativa a supostos encontros semiclandestinos entre o mandatário e empresários chineses que possuem contratos com o Estado.
As candidaturas foram apresentadas nesta terça-feira (18/02) por quatro candidatos disputarão o cargo: Héctor Acuña (partido Honra e Democracia, de direita conservadora), Maricarmen Alva (Ação Popular, de centro-direita), Edgar Reymundo (Bloco Democrático Popular, de centro-esquerda) e José Balcázar (Peru Livre, de esquerda).
O vencedor tomará posse imediatamente como presidente do Conselho de Diretores e presidente interino da República.
Os candidatos
A primeira candidatura protocolada foi a da direita conservadora representada por Héctor Acuña (Honra e Democracia). Ele detém, segundo La República, os quatro votos de sua bancada e pode somar os 17 parlamentares da Alianza para el Progreso, liderada por seu irmão César Acuña.
Na sequência, Maricarmen Alva (Ação Popular), de centro-direita, apresentou sua candidatura. Alva foi presidente do Congresso peruano, entre 2021-2022, e durante o mandato enfrentou críticas, incluindo uma acusação de agressão física ao segurar o braço da congressista Isabel Cortez. Ela detém 10 votos de sua bancada.
Outro candidato é Edgar Reymundo (Bloco Democrático), também de centro-esquerda. Ele detém cinco parlamentares no Congresso e dependerá de alianças com outras bancadas partidárias.
A última candidatura registrada foi do candidato de centro-esquerda José María Balcázar (Peru Libre), que detém 11 votos, embora não tenha maioria no Parlamento. Seu nome, destaca La República, já havia sido apontado como alternativa, caso o impeachment fosse confirmado.
A votação será secreta, presencial e os votos serão depositados em uma urna e contados manualmente. Para vitória em primeiro turno, o vencedor deverá obter maioria simples dos congressistas presentes e, caso seja necessário, haverá um segundo turno entre os dois mais votados.
Assessoria/Tatiana Carlotti/Caminho Político
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