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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Queda na venda de cerveja leva Heineken a demitir até 6 mil

Cortes devem se concentrar na Europa e em mercados com menores perspectivas de crescimento. Grupo holandês opera em 190 países, com 14 fábricas no Brasil, e pretende focar em digitalização e inteligência artificial. A Heineken anunciou, nesta quarta-feira (11/02), um plano de redução de custos que terá como consequência o corte de 5 mil a 6 mil empregos. A medida ocorre em meio ao declínio mundial no consumo de cervejas.
A empresa holandesa, que emprega mais de 87 mil pessoas em todo o mundo, fechou 2025 com uma queda de 1,2% na venda do produto. Os impactos mais perceptíveis foram na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil, considerados mercados fundamentais para a multinacional.
Durante apresentação dos resultados anuais, a Heineken disse que espera obter uma economia bruta de cerca de 500 milhões de euros por meio de melhorias de produtividade e mudanças na estrutura. O grupo já havia antecipado em 2025 um programa de redução de custos de 2 bilhões de euros, que implicará também no corte de centenas de vagas na sede central, em Amsterdã.
"Maior crescimento com menos recursos"
Atualmente, a Heineken possui cerca de 13 mil empregos e 14 fábricas operando no Brasil – a última delas foi inaugurada no ano passado, em Passos (MG), e contou com investimentos de cerca de R$ 2,5 bilhões. À época, o grupo cervejeiro afirmou que a nova planta foi construída para responder ao aumento da demanda da bebida no país. Além da própria Heineken, a empresa produz marcas como Amstel, Eisenbahn, Sol, Bavaria e Kaiser.
O grupo não especificou em quais países serão feitos os cortes de empregos. A redução, que corresponde a quase 7% da força de trabalho e deverá ocorrer nos próximos dois anos, faz parte de uma nova estratégia até 2030. O objetivo é alcançar um maior crescimento com menos recursos. "Estamos fazendo isso para fortalecer nossas operações e, em investir no crescimento", afirmou o diretor financeiro da Heineken, Harold van den Broek.
Cortes de gastos
De acordo com a agência Reuters, a redução deve se concentrar na Europa e em mercados com menores perspectivas de crescimento. A empresa opera em 190 países – e deverá focar em digitalização e inteligência artificial.
Em 2025, o faturamento da Heineken caiu 4,7%, totalizando cerca de 34,2 bilhões de euros. No entanto, apesar da queda na receita total de vendas, o lucro operacional aumentou 4,4%, apoiado em cortes de gastos e melhorias de eficiência.
O CEO da companhia, Dolf van den Brink, afirmou que a empresa encerrou 2025 com um desempenho "resiliente e equilibrado", conseguindo manter ou ganhar participação em mais de 60% de seus mercados, embora tenha alertado que o setor cervejeiro seguirá incerto em 2026.
"Nossa primeira prioridade é acelerar o crescimento, financiado por um aumento da produtividade e mudanças no modelo operacional que implicarão uma intervenção significativa em custos durante os próximos dois anos", explicou Van den Brink.
Para 2026, a Heineken prevê que o lucro operacional cresça entre 2% e 6%, em um ambiente econômico estável, mas com pressão de custos em algumas regiões, especialmente na África.
A empresa vem enfrentando o aumento de custos e uma menor demanda por cerveja, especialmente entre os consumidores jovens. A Heineken também deverá designar nos próximos meses o sucessor de Dolf van den Brink, que anunciou no mês passado, de forma inesperada, que deixará o cargo após seis anos à frente da companhia.
fcl/md (dpa, reuters, efe, ots)Caminho Político
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