Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Sindicatos ou Políticos: O que é importante para o servidor público de Mato Grosso

A relação entre sindicatos e políticos sempre foi marcada por tensões, interesses e contradições. No caso do servidor público de Mato Grosso, essa relação se torna ainda mais complexa diante de um cenário de constantes embates salariais, reformas administrativas e tentativas de desvalorização do serviço público. O servidor, muitas vezes, se vê no meio de uma disputa de poder em que seu bem-estar e suas condições de trabalho acabam sendo moeda de troca.
Os sindicatos surgiram como instrumentos legítimos de defesa dos trabalhadores. No serviço público, sua função é essencial: negociar reajustes, lutar contra perdas salariais e garantir direitos conquistados ao longo de décadas. No entanto, parte dessas entidades tem perdido credibilidade por se afastar da base e se aproximar demais da política partidária. Quando dirigentes sindicais passam a agir mais como cabos eleitorais do que como representantes da categoria, o movimento perde força e legitimidade.
Por outro lado, os políticos, que deveriam ser os porta-vozes das demandas sociais, muitas vezes enxergam o servidor público como um obstáculo fiscal. Em vez de reconhecer o papel essencial desses profissionais na saúde, educação e segurança, preferem tratá-los como números em planilhas de contenção de gastos. Essa visão tecnocrática e desumanizada contribui para o enfraquecimento do serviço público e para o desânimo de quem dedica a vida ao Estado.
O servidor público de Mato Grosso precisa, portanto, repensar sua forma de representação. É necessário cobrar transparência e coerência dos sindicatos, exigindo que atuem com independência e compromisso real com a categoria. Ao mesmo tempo, é fundamental acompanhar e fiscalizar os políticos, lembrando que o voto é uma ferramenta poderosa de cobrança e mudança. A valorização do servidor não virá de promessas vazias, mas de uma atuação coletiva consciente e organizada.
Mais do que escolher entre sindicatos ou políticos, o desafio é construir uma nova cultura de participação. Uma cultura em que o servidor seja protagonista, e não espectador, das decisões que afetam sua vida profissional. Somente assim será possível transformar a indignação em ação e garantir que o serviço público de Mato Grosso seja respeitado, valorizado e fortalecido.
Régis Oliveira/Caminho Político
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