O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), teria oferecido à oposição um acordo para derrubar o veto ao projeto da dosimetria em troca da não instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. A declaração foi dada no começo deste mês, durante entrevista ao programa Canal Livre, da "TV Bandeirantes". O trecho voltou a circular nas redes sociais nesta segunda-feira (16/3), reacendendo o debate sobre a possível investigação parlamentar do caso.
Segundo Valdemar, a proposta teria sido discutida em conversas nos bastidores. “Eu tive uma proposta essa semana, mas eu não tenho como fazer. Eu falei com o Rogério Marinho: eles querem votar a dosimetria desde que não façam a CPI do Banco Master no Senado”, afirmou.
O dirigente do PL disse ainda que o presidente do Congresso estaria entre os defensores da ideia. “O Alcolumbre é um deles”, declarou, ao se referir ao senador do União Brasil.
Valdemar afirmou que uma investigação sobre o caso teria potencial para atingir diversos atores políticos, razão pela qual, segundo ele, lideranças do Congresso resistiriam à instalação da CPI. “Lógico que não. Por quê? Porque atinge. Atinge meio mundo”, disse.
O presidente do PL também afirmou que o partido defende a abertura da comissão parlamentar. “Eu vejo o seguinte: a CPI do Banco Master, que tem que ser aberta, vai parar o Brasil. Você vai ver gente envolvida que você nunca imaginava. Sou a favor da CPI do Banco Master. Sou, todo o nosso pessoal assinou”, declarou.
Questionado sobre o receio de que integrantes do próprio PL possam ser citados nas investigações, inclusive após a divulgação de que Fabiano Zettel, ligado ao caso, fez doações à campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2022, Valdemar minimizou o episódio. Segundo ele, as contribuições foram registradas de forma pública e regular.
A eventual instalação de uma CPI sobre o caso Banco Master tornou-se um novo ponto de disputa política em Brasília. Tanto parlamentares da oposição quanto da base governista apresentaram pedidos de investigação, com formatos diferentes, incluindo colegiados mistos formados por senadores e deputados.
Por ora, porém, os presidentes das duas Casas não sinalizaram disposição para instalar as comissões. No Senado, a decisão cabe a Davi Alcolumbre, que preside o Congresso, enquanto na Câmara o tema também depende do aval do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB).
O caso envolvendo o Banco Master tem mobilizado o ambiente político em Brasília devido às conexões empresariais e políticas atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição. Parlamentares avaliam que uma investigação parlamentar poderia ampliar o alcance das apurações e expor possíveis vínculos do banco com agentes políticos e operadores financeiros.
Já o projeto da dosimetria do 8 de Janeiro foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A proposta alterava as regras para definir as penas dos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes. Parlamentares da oposição defendiam a medida como uma forma de reduzir punições consideradas excessivas, enquanto críticos afirmavam que o texto funcionaria, na prática, como uma versão mais branda da anistia discutida no Congresso.
A reportagem procurou a assessoria de Davi Alcolumbre para comentar a declaração de Valdemar Costa Neto sobre um suposto acordo envolvendo a derrubada do veto e a não instalação da CPI do Banco Master. Até a última atualização desta reportagem, não houve resposta.
Assessoria/O TEMPO/Caminho Político
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