O governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato do PSD à Presidência da República, Eduardo Leite, provocou nesta quarta-feira (25) seu rival dentro do partido, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que também pleiteia a vaga de candidato da legenda ao Planalto. “O PSD precisa ser, nesta eleição, o centro que está faltando. Com todo respeito ao governador [Ronaldo] Caiado, o que ele busca representar já tem representante na direita”, disse Leite, em entrevista concedida à GloboNews. Após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Jr., Leite e Caiado são as duas opções do PSD para a corrida presidencial. E o governador gaúcho resolveu subir o tom contra o mandatário goiano.
“É legítima a aspiração do governador Caiado, pela sua trajetória e vida pública, de se apresentar. Mas, na minha leitura, a circunstância política exige que o partido se posicione ao centro — onde não há representante, onde precisamos chamar a reflexão do povo brasileiro para um outro campo político que ainda não está representado neste processo eleitoral”, afirmou.
Em sua argumentação, Leite negou que uma posição de centro seja equivalente a uma espécie de “isenção”. “O centro não é a ausência de posição. É a possibilidade de convivermos democraticamente e rompermos essa polarização. De um lado, ser firme na segurança pública e no ajuste de contas — bandeiras apropriadas pela direita — e, de outro, proteger os vulneráveis, bandeira apropriada pela esquerda”, apontou.
O futuro político de Eduardo Leite
Também nesta quarta-feira, o governador gaúcho falou a jornalistas antes da reunião que teve com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, em São Paulo. Na conversa, ele confirmou que, caso não seja escolhido como candidato à Presidência pelo PSD, ele não será candidato ao Senado, o que tem se tornado um caminho quase natural para governadores que não podem se candidatar à reeleição.
“A eleição mais importante até aqui para mim foi a de 2022, que me escolheu governador do Rio Grande do Sul, pela primeira vez um governador reeleito na história do Rio Grande do Sul. Se eu vou deixar o meu mandato é para algo maior, que é concorrer a presidente da República num contexto que o Brasil precisa de uma alternativa. Se não houver essa possibilidade, eu permaneço no cargo até o final do meu mandato”, assegurou Eduardo Leite.
“Anemia” nas pesquisas eleitorais
Por enquanto, nenhum dos pré-candidatos do PSD ao Palácio do Planalto empolgam nas pesquisas eleitorais.
No levantamento da Atlas divulgado nesta quarta-feira (25), Eduardo Leite tem 1,2%, em empate técnico mas atrás numericamente de Romeu Zema (Novo), que alcança 3,7%, e de Renan Santos (Missão), com 4,6%. Lula (PT) tem 45,5% e Flávio Bolsonaro (PL), 42,4%.
No cenário que tem seu nome incluído entre os presidenciáveis, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, aparece com 3,7%, numericamente atrás de Renan Santos, que tem 4,4%. Com Romeu Zema na disputa, Caiado tem 2,8%, e em uma simulação na qual Fernando Haddad seria o candidato do PT, Caiado anota 3,9%.
Assessoria/Glauco Faria/Revista Forum/Caminho Político
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