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quinta-feira, 26 de março de 2026

Milícias digitais: Moraes fecha o cerco e pede que PGR inclua Moro na investigação

O senador Sergio Moro (PL-PR) voltou a ficar na mira da Justiça. Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) requerimento para que o ex-juiz suspeito seja formalmente incluído na investigação do Inquérito das Milícias Digitais.
Sem provas e ao pior estilo bolsonarista, o pré-candidato ao governo do Paraná, insinuou que o resultado das eleições de 2022, quando o presidente Lula (PT) derrotou Jair Bolsonaro (PL) não foi legítima. O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) foi o autor do pedido. A Procuradoria, gora, tem prazo de cinco dias para se manifestar.
Depois do parecer de Paulo Gonet, procurador-geral da República, Alexandre de Moraes deverá expedir uma decisão a respeito da inclusão de Moro no inquérito.
O senador, durante cerimônia de filiação ao PL, na terça-feira (24), soltou a seguinte afirmação abjeta: “A visão que o cidadão tem é que o nosso presidente da República hoje, que não é nosso, mas foi eleito — entre aspas — aqui no Brasil está do lado dos criminosos e minimiza o crime a todo momento”.
Lindbergh Farias ressaltou, em sua solicitação, que, com esse tipo de discurso, Moro contribui para manter na mídia o que o deputado chamou de “o repertório simbólico da fraude, da suspeição eleitoral e da ilegitimidade institucional”. O fato é suficiente para justificar o pedido de inclusão do senador nas investigações.
O objetivo do Inquérito das Milícias Digitais é investigar organização e financiamento de redes de fake news e desinformação, que têm como característica atacar instituições democráticas, incluindo o próprio STF.
Debandada geral
A filiação de Sergio Moro ao PL desencadeou mais uma crise na extrema direita. Após a confirmação do apoio do partido à candidatura do ex-juiz ao governo do Paraná, 48 dos 53 prefeitos do estado abandonaram a legenda.
O deputado Fernando Giacobo, ex-presidente estadual do PL, declarou que a decisão foi tomada por divergências políticas e pela quebra de compromissos. Segundo ele, o grupo atuava baseado em um acordo que previa alinhamento com outro projeto político no Paraná. “Esse acordo foi quebrado. Então, não fui eu que descumpri palavra”, disse, irritado.
Além disso, Giacobo ainda fez duras críticas diretas a Sergio Moro. “Eu não posso concordar que o partido filiou um cidadão que quis botar Jair Messias Bolsonaro na cadeia”, destacou.
Assessoria/Caminho Político
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