A data convida à reflexão sobre direitos, oportunidades e espaços de destaque. Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), esse compromisso se materializa em leis e projetos que ampliam a presença feminina no esporte e fortalecem políticas públicas voltadas à igualdade de oportunidades. O cenário nacional demonstra avanço. Estudos recentes apontam crescimento do interesse das mulheres pela prática de atividades físicas desde 2020. Além disso, pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos, as mulheres foram maioria na delegação brasileira em Paris, ocupando 55% das vagas: reflexo de um processo contínuo de fortalecimento do esporte feminino no país.
“A Lei nº 11.553, de nossa autoria, é mais do que um incentivo ao esporte, é um instrumento de transformação social. O futebol feminino garante oportunidade, autoestima e protagonismo às nossas meninas e mulheres. Nosso compromisso é assegurar espaço, respeito e investimento para que elas ocupem todos os campos que desejarem, dentro e fora do esporte”, enfatizou.
Já a Lei nº 11.734/2022, proposta pelo deputado Carlos Avallone (PSDB), instituiu o Programa Mato Grosso Série A, garantindo apoio financeiro também às equipes femininas que disputam competições nacionais. Segundo o parlamentar, o projeto original encaminhado pelo Executivo previa aportes apenas para as equipes masculinas.
“Com a mudança promovida por meio da nossa Lei nº 11.734/2022, as equipes femininas puderam investir e fortalecer seus elencos. A nova legislação fez justiça às mulheres, que já vinham apresentando rendimento expressivo em todas as categorias do futebol e precisavam de apoio. Por isso asseguramos às mulheres o mesmo incentivo financeiro dado pelo governo do Estado aos homens”, destacou.
Avallone afirmou ainda que a medida foi fundamental para o fortalecimento de equipes locais, como as “Tigresas” do Mixto Esporte Clube, que conquistaram o primeiro título nacional de uma equipe mato-grossense, a Série A3, de forma invicta, avançaram à Série A2 e, neste ano, disputam a Série A1, a elite do futebol brasileiro feminino. “Este é um projeto que realmente mudou a realidade do segmento esportivo, estabelecendo a igualdade de gênero no futebol”, declarou.
O reflexo dessas políticas é visível no Mixto, que disputa a Série A do Campeonato Brasileiro Feminino e se tornou o único representante de Mato Grosso e da região Centro-Oeste na elite nacional, tanto no feminino quanto no masculino.
Recém-chegada ao clube, Andressa Anjos, 26 anos, iniciou no futebol em um projeto social criado pelo pai, em Mogi das Cruzes (SP). Até os 14 anos, jogava com meninos, mas precisou migrar para o feminino por falta de competições mistas. “Ter incentivo nas escolas e apoio financeiro aos clubes é algo sensacional. É na iniciação que se formam atletas. Se todos os estados tivessem políticas assim, o futebol feminino estaria em outro patamar”, afirmou.
A meio-campista Isabela Mello também reforça o elenco do Mixto nesta temporada. Ela começou aos 12 anos em um projeto social voltado a crianças em situação de vulnerabilidade e se profissionalizou aos 15 pelo Atlético Mineiro. “Já passou da hora de esperar resultados para depois apoiar. É preciso primeiro oferecer condições de trabalho e incentivo. O Mixto é reflexo disso. Com apoio, os resultados aparecem”, frisou.
Assessoria/Caminho Político
📢 Jornalismo profissional e de qualidade. Acompanhe as últimas notícias de Cuiabá, de Mato Grosso, de Brasil e do Mundo.
📲 📰 💻Siga o Caminho Político nas redes sociais 💻
🎯Instagram: https://www.instagram.com/caminhopoliticomt
🎯Facebook: https://www.facebook.com/cp.web.96
🌐www.caminhopolitico.com.br
🌐www.debatepolitico.com.br

Nenhum comentário:
Postar um comentário