Relator da CPMI do INSS, o deputado bolsonarista Alfredo Gaspar (União-AL) alegou estar com uma forte crise de sinusite e pediu o cancelamento da sessão desta quinta-feira (5) da comissão, que foi prontamente atendida pelo presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG), que publicou um comunicado 1 minuto após o horário de início da reunião. “A reunião da CPMI do INSS desta quinta-feira (5) foi cancelada em razão de um problema de saúde do relator, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Em nota, o gabinete do deputado afirma que ele está com sinusite. Os depoimentos do presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Ávila Assumpção, e do advogado Cecílio Galvão foram adiados, ainda sem nova data”, diz o texto.
A Fórum teve acesso ao comunicado enviado por Viana aos membros da CPMI dizendo que o colega está, “eu acho, com uma sinusite fortíssima, muito indisposto e afônico”. A mensagem foi replicada nas redes sociais.
“Por motivos de saúde, não poderei comparecer à sessão desta quinta-feira, 5, da CPMI do INSS. Desde a última terça-feira, 3, apresento um quadro de sinusite e, durante a madrugada, tive febre, dores na garganta e estou afônico, o que me impede de conduzir as oitivas previstas”, escreveu.
O cancelamento da reunião acontece após a divulgação, durante a madrugada, de um arquivo com a quebra de sigilo telefônico do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que foi pedido pela própria CPMI.
Entre os contatos gravados no celular de Vorcaro estão o de Antônio Rueda, presidente do União Brasil, e de Davi Alcolumbre (União-AP), ambos do partido de Gaspar.
O motivo alegado pelo relator da CPMI causou ainda mais estranheza, visto que nesta quarta-feira (4), ele participou de uma entrevista coletiva, ao lado de Viana, para criticar a deccisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que anulou o pedido de quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, que a oposição acusa de ser ligada a Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha.
Na declaração, Gaspar não se mostrava afônico.
Estava prevista ainda a votação de 18 requerimentos. Entre eles, o que pede as quebras de sigilo bancário e fiscal de empresas como a J&F Participações, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em razão do repasse de recursos a empresa ligada a Danilo Trento, investigado por suposta participação nas fraudes contra a Previdência.
Também havia pedido de convocação do presidente da J&F, José Antonio Batista Costa, e de Fabiano Zettel, empresário e cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro.
Assessoria/Plinio Teodoro/Caminho Político
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