segunda-feira, 20 de abril de 2026

Protestos no Peru reúnem 3 mil contra suposta fraude na eleição presidencial

Ao menos 3 mil pessoas, entre integrantes de coletivos civis e apoiadores do candidato ultraconservador Rafael López Aliaga, foram às ruas neste domingo, 19, em Lima para exigir respeito aos votos nas eleições presidenciais do Peru, segundo a AFP.
O protesto ocorre em meio a fortes acusações de “fraude” contra a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), devido a supostas falhas na organização e na logística do pleito. Com bandeiras e cartazes, os manifestantes se concentraram na avenida La Peruanidad, nas proximidades da sede da ONPE, entoando frases como “não à fraude, o voto se respeita”.“Essas eleições já são uma fraude, mas não querem admitir. Vamos lutar pelos nossos votos”, disse à AFP Edith Valverde, de 64 anos.
Ex-prefeito de Lima, López Aliaga é o candidato mais crítico do processo e defende sua “nulidade absoluta”. Ele chegou a oferecer recompensas de US$ 5.800 a quem apresentar provas de irregularidades.
“Irmãos, estão roubando o país de nós. O que estamos vivendo agora foi planejado. Nunca na história do Peru se viu algo assim”, afirmou o candidato, que convocou o ato.
Apesar das denúncias, uma missão de observadores da União Europeia informou não ter encontrado elementos que sustentem uma “narrativa de fraude”.
No sábado, o Jurado Nacional de Eleições anunciou que os resultados oficiais — que definirão os candidatos do segundo turno — devem ser divulgados apenas em meados de maio, devido à lentidão na apuração e à análise de milhares de atas eleitorais.
“Não concordamos com a contagem de votos porque há muitas irregularidades”, disse à AFP Víctor Suárez, de 40 anos.
Com 93,4% das atas apuradas, os resultados parciais indicam a candidata de direita Keiko Fujimori na liderança, com 17% dos votos.
O esquerdista radical Roberto Sánchez (12%) e López Aliaga (11,9%) disputam voto a voto a segunda vaga no segundo turno. A diferença entre os dois é pequena — cerca de 14 mil votos.
As eleições de 12 de abril foram marcadas por problemas na distribuição de urnas e cédulas, o que atrasou o início da votação em diversos locais de Lima. A autoridade eleitoral precisou estender o prazo até segunda-feira para mais de 50 mil eleitores que não conseguiram votar em 13 centros.
Promotores e policiais também intervieram nas instalações da ONPE. O chefe do órgão, Piero Corvetto, foi denunciado pelo Jurado Nacional de Eleições, junto com outros três funcionários, por supostos crimes contra o sufrágio.
AFP/Caminho Político
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