O jornalista Altamiro Borges criticou a família Bolsonaro, o PL e a relação de integrantes da extrema direita com setores do mercado financeiro. Em entrevista ao programa Giro das Onze, da TV 247, o analista afirmou nesta semana que os novos escândalos envolvendo o Banco Master e o financiamento do filme Dark Horse representam um “baque para o bolsonarismo” e podem dificultar a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições deste ano. Ao analisar a repercussão do caso Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro (PL), Altamiro Borges afirmou que a crise expõe contradições do discurso bolsonarista. Depois de classificar a família Bolsonaro como “mentirosa”, o jornalista disse que o episódio atinge diretamente a imagem política do grupo.
Segundo Borges, o caso enfraquece o discurso moralista da extrema direita. Ele criticou o “falso moralismo” de lideranças bolsonaristas e afirmou que o eleitor fiel de Flávio Bolsonaro “gosta de bandido rico”.
O jornalista também reagiu à informação de que Flávio Bolsonaro negociou diretamente com um banqueiro um financiamento de R$ 134 milhões para a produção de Dark Horse. A obra trata da trajetória de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação do Supremo Tribunal Federal a 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista.
“O PL está desesperado”, disse Borges à TV 247, ao comentar o impacto político das novas revelações sobre o partido da extrema direita brasileira. Na entrevista, o analista também demonstrou repúdio à relação do bolsonarismo “com a máfia financeira do Brasil”. Em seguida, acrescentou: “Esses caras são falsos, os mais imorais do mundo”.
Caso Messias volta ao debate
Altamiro Borges avaliou que os escândalos envolvendo o Banco Master podem influenciar novas articulações no Senado em torno do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
“A turma do Master vai ser contra a indicação de Messias? Do ponto de vista técnico não tem razão para vetar Messias”, afirmou o jornalista. O Senado rejeitou Messias por 42 votos contrários e 34 favoráveis em 29 de abril. A aprovação exigia ao menos 41 votos entre os 81 senadores.
Pesquisas indicam disputa acirrada
Pesquisa Datafolha, feita com 2.004 eleitores em 137 municípios entre 7 e 9 de abril, mostrou Lula com 39% dos votos no primeiro turno, em levantamento estimulado. Flávio conseguiu 35%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, Lula varia de 37% a 41%, enquanto Flávio vai de 33% a 37%, o que indica empate no limite da margem.
Ronaldo Caiado (PSD) registrou 5%, Romeu Zema (Novo) soma 4% e Renan Santos (Missão) apareceu com 2%. Os três candidatos ficam tecnicamente empatados. Aldo Rebelo (Democracia Cristã) e Cabo Daciolo (Mobiliza) têm 1% cada. Os votos em branco ou nulo somam 10%, e 4% dos entrevistados não souberam responder.
O levantamento Futura/Apex, divulgado em 11 de maio, apontou forte equilíbrio na disputa presidencial de 2026, com ligeira vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro. A pesquisa Meio Ideia, publicada em 6 de maio, também indicou empate técnico em eventual segundo turno entre os dois principais presidenciáveis.
Na sexta-feira (11), trackings diários do Instituto Atlas apontaram ampliação da vantagem de Lula. O avanço ocorre em meio ao desgaste político da extrema direita após a divulgação de novas informações sobre o Banco Master e o filme Dark Horse.
Assessoria/Redação Brasil 247/Caminho Político
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