Os vereadores bolsonaristas Adrilles Jorge (Republicanos) e Rubinho Nunes (Republicanos) resolveram ir tumultuar manifestação organizada por estudantes e trabalhadores da USP, Unesp e Unicamp, que estão em greve por melhorias na estrutura das instituições e na permanência estudantil. Em vídeos que circulam pelas redes sociais, é possível ver o vereador Rubinho Nunes provocando e discutindo com estudantes, que, ao término do ato, se concentraram na Praça da República, no Centro da cidade de São Paulo. Durante discussão com alguns estudantes, Rubinho Nunes é empurrado e, logo em seguida, começa a trocar socos com estudantes. O vereador também foi filmado chutando um estudante que havia caído no chão.
No auge da pancadaria, a Polícia Militar disparou bombas de gás contra os estudantes, que exigem a retomada de diálogo com o reitor da USP, Aluísio Segurado.
Tropa de choque na USP: PM invade reitoria de madrugada, agride e prende estudantes
A Polícia Militar de São Paulo realizou, na madrugada deste domingo (10), uma desocupação violenta da reitoria da Universidade de São Paulo (USP), no campus do Butantã, na zona oeste da capital. Segundo estudantes e o Diretório Central dos Estudantes (DCE), policiais usaram bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes contra os alunos que ocupavam o prédio desde quinta-feira (7). Quatro estudantes foram detidos e depois liberados, enquanto dezenas relataram ferimentos durante a ação.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram agentes da PM formando um “corredor polonês” na entrada da reitoria e agredindo estudantes enquanto eles deixavam o prédio. A operação começou por volta das 4h15 e contou com cerca de 35 policiais militares. A decisão de realizar a ação durante a madrugada, no Dia das Mães, gerou indignação entre estudantes e integrantes da comunidade universitária.
“Períodos sombrios de autoritarismo”
Em nota, o DCE da USP responsabilizou diretamente o reitor Aluísio Segurado e seu chefe de gabinete pela operação.
“Com escudos, cassetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, a polícia deixou dezenas de estudantes feridos. Essa ação desmascara a fachada de democrático que o reitor tenta pintar. Os estudantes pediam pelo diálogo e uma mesa de negociação com o reitor e essa é a resposta que recebemos”, afirmou a entidade.
O diretório estudantil também criticou o uso da força policial dentro da universidade. “A USP já foi tomada por períodos sombrios de autoritarismo, e a Reitoria da USP, no dia de hoje, escolheu relembrar esses períodos da pior forma possível, recusando o diálogo e optando pela força e pela violência da Polícia Militar”, diz outro trecho da nota.
Os estudantes afirmam ainda que a operação ocorreu sem ordem judicial de reintegração de posse, o que levanta questionamentos sobre a legalidade da ação. Segundo o DCE, mesmo em situações em que há autorização judicial, desocupações durante a madrugada costumam ser consideradas ilegais pelos tribunais.
O que motivou a ocupação
A ocupação da reitoria fazia parte da greve estudantil das universidades estaduais paulistas e cobrava a retomada das negociações sobre políticas de permanência estudantil. Entre as reivindicações estão o aumento das bolsas do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), melhorias nas moradias universitárias, manutenção dos bandejões e reforço da estrutura do Hospital Universitário (HU).
Atualmente, os auxílios do PAPFE variam entre R$ 335 para estudantes residentes em moradia estudantil e R$ 885 para auxílio integral. A USP propôs reajustes para R$ 340 e R$ 912, respectivamente, mas os estudantes defendem que o benefício seja equivalente ao salário mínimo paulista, hoje em R$ 1.804.
Segundo os alunos, a reivindicação é antiga e envolve o aumento do custo de vida e a dificuldade de permanência de estudantes de baixa renda na universidade.
Reitoria encerrou negociações
Na sexta-feira (8), Aluísio Segurado afirmou que a reivindicação era “absolutamente incompatível com o orçamento” da universidade e anunciou o encerramento das negociações. “Não cabe mais negociação quando uma das partes entende que ela só termina com o atendimento total de todas as demandas”, declarou o reitor ao Jornal da USP.
Estudantes relataram ainda que água e energia elétrica do prédio ocupado foram cortadas antes da operação policial. Segundo informações divulgadas pelos manifestantes, o planejamento da ação começou ainda na sexta-feira, em articulação entre a gestão da universidade e o governo de Tarcísio de Freitas.
Até a publicação desta reportagem, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo não havia se pronunciado sobre as denúncias de violência policial durante a desocupação.
Sâmia Bomfim aciona Corregedoria e MP por ação truculenta de PMs contra estudantes na USP
A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL) anunciou que adotará medidas legais contra a operação da Polícia Militar na Universidade de São Paulo (USP). A parlamentar informou pelas redes sociais que acionará a Corregedoria da Polícia Militar e o Ministério Público diante da operação e relatou que a tropa de choque empregou bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes, deixando os estudantes feridos.
“Estou acionando a Corregedoria da Polícia Militar e o Ministério Público para apurar a conduta ilegal e truculenta na última madrugada”, escreveu Sâmia. A ocupação da reitoria daa USP começou na última quinta-feira, por meio da defesa de pautas relativas à moradia e alimentação estudantil. Segundo o Diretório Central dos Estudantes, a intervenção policial ocorreu por volta das 4h15, sem reintegração de posse autorizada pela Justiça, e após o corte de serviços básicos pela universidade.
Reivindicações dos estudantes
Entre as principais reivindicações dos estudantes, está a melhoria da qualidade do Restaurante Universitário, após denúncias de comida estragada e com larvas; reformas na infraestrutura da universidade, com a construção de prédios previstos no projeto de espaço físico do campus, ampliação das políticas de permanência de mães nas universidades; sala destinada a todos os Centros e Diretórios Acadêmicos da EACH; implementação de vestibular Indígena e otas trans e cotas PCDs; além de questões de segurança.
Assessoria/Marcelo Hailer/Revista Form/Caminho Político
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