A seleção iraniana desembarcou em Los Angeles no domingo, dia em que Donald Trump anunciou um acordo de paz com o Irã, para iniciar sua jornada na Copa do Mundo, em duelo com a Nova Zelândia, às 22 horas (de Brasília) desta segunda-feira. Até então, estava em Tijuana, no México, local escolhido para substituir a cidade americana de Tucson, no Arizona, como base de treinamento, em razão da negativa de vistos a 15 integrantes da delegação, entre dirigentes e funcionários. A presença da equipe comandada por Amir Ghalenoei nos EUA é indissociável do conflito bélico no qual o governo de Donald Trump vinha atuando como aliado de Israel contra o Irã. Nos meses que antecederam a Copa, inclusive, questionava-se se a nação árabe participaria do Mundial.
Trump anunciou a concretização do acordo com a República Islâmica, cuja assinatura será realizada no dia 19, pouco depois de a seleção chegar à Califórnia. Antes, o presidente dos EUA criticou publicamente Israel pelo recente ataque a Beirute, capital do Líbano.
Mesmo com o movimento dos americanos se distanciando do conflito, por ora, o jogo exigirá atenção das autoridades por causa da possibilidade de manifestações. Los Angeles, local de jogo, é a cidade com maior população iraniana fora do Irã, estimada em 700 mil pessoas, e muitos dos que compõem a diáspora se opõem ao regime.
Segundo a agência de notícias AFP, existe uma mobilização de organizações que pretendem exibir a antiga bandeira do Irã, anterior à Revolução Islâmica, nos arredores e dentro do SoFi Stadium.
“Comunicamos a bandeira oficial de nosso país à Fifa, que está se esforçando para resolver os problemas e tem se mostrado cooperativa. Conseguiu resolver alguns problemas, enquanto outros continuam pendentes. Esperamos que as condições melhorem no futuro”, afirmou Mehdi Taj, presidente da Federação Iraniana de Futebol.
Os jogadores neozelandeses sempre estiveram atentos aos assuntos envolvendo os iranianos, até porque conviviam com a possibilidade de uma troca de adversário. Por isso, nomes como Ryan Thomas e chegaram a defender que o jogo fosse disputado fora dos Estados Unidos.
Com a proximidade da partida, têm evitado o envolvimento com o lado mais político do jogo. Eles também se preocupam com a diáspora iraniana em Los Angeles, mas não por causa de possíveis protestos. A inquietação é referente a jogar em um estádio no qual certamente a torcida adversária será maioria.
“É difícil se preparar para isso, porque serão algumas das partidas de maior pressão das quais já participamos”, afirmou o meia Ben Old. “Mas tivemos muitas turnês internacionais antes desta e sempre parecíamos ser o time visitante, não importa onde estivéssemos”, concluiu.
IRÃ X NOVA ZELÂNDIA
IRÃ: Beiranvand; Hardani, Khaltizaden, Nemati e Mohammadi; Ezatolahi, Mohebbi, Jahanbakhsh, Ghoddos e Ghayedi; Taremi. Técnico: Amir Ghalenoei.
NOVA ZELÂNDIA: Crocombe; Payne, Surman, Boxall e Cacace; Stamenic, Bell, Garbett, Singh e Just; Wood. Técnico: Darren Bazeley.
ÁRBITRO: Cesar Arturo Ramos Palazuelos (MEX).
HORÁRIO: 22 horas.
LOCAL: SoFi Stadium, localizado em Los Angeles.
ONDE ASSISTIR: CazéTV (YouTube)
Assessoria/Bruno Accorsi/Caminho Político
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