Deputado Dr. João José

Deputado Dr. João José
Mato Grosso no Coração

sexta-feira, 26 de junho de 2026

PF diz que Flávio Bolsonaro cometeu crime de calúnia contra Lula em post sobre Maduro

A Polícia Federal (PF) concluiu nesta sexta-feira, 26, que o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) investiga o parlamentar por post atribuindo ao petista os crimes de tráfico drogas e lavagem de dinheiro.
Em 3 de janeiro de 2026, data da prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, Flávio publicou em seu perfil no X foto do ex-presidente venezuelano e o print de uma manchete do site Metrópoles: “Governo Lula convoca reunião de emergência após Trump capturar Maduro”. Na publicação, o senador escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas...
“Fica claro que o Senador afirma que a delação seria feita por Nicolas Maduro, e que, no entendimento do Senador, os crimes pelos quais o Presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem”, afirma o relatório assinado por Antonio Carlos Knoll de Carvalho.
O inquérito foi instaurado em abril pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O processo teve origem em ofício da deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG) ao Ministério da Justiça, que por sua vez requisitou à PF a abertura das investigações.
Ao longo da investigação, a defesa de Flávio Bolsonaro apresentou uma série de requerimentos pedindo a oitiva de testemunhas. Os nomes solicitados incluíam a líder da oposição venezuelana María Corina Machado, o procurador-geral dos Estados Unidos Walter Joseph Clayton, o senador Sérgio Moro, o ex-procurador Deltan Dallagnol, e o próprio presidente Lula.
A defesa queria que Flávio fosse ouvido apenas depois que todos as oitivas fossem realizadas. Os pedidos foram indeferidos pelo delegado em maio, com o argumento de que as diligências seriam “absolutamente inócuas” para o resultado do inquérito e teriam “caráter meramente protelatório”. Ou seja, tinham o objetivo de atrasar o processo.
A defesa recorreu ao STF, mas o ministro Alexandre de Moraes também negou os requerimentos, em 15 de junho.
No relatório, o delegado critica petição apresentada pela defesa, em 24 de junho. Segundo ele, a defesa extraiu trecho da decisão de Moraes fora de contexto para sustentar que o ministro havia se declarado incompetente para deferir as diligências. Mais uma vez, o delegado afirmou que o documento tinha o objetivo de “protelar o andamento da apuração”.
Ao encerrar o relatório, o delegado concluiu que ficou “claro o cometimento” do crime de calúnia pelo senador.
Assessoria/Caminho Político
📢 Jornalismo profissional e de qualidade. Acompanhe as últimas notícias de Cuiabá, de Mato Grosso, de Brasil e do Mundo.
📲 📰 💻Siga o Caminho Político nas redes sociais 💻
🌐www.caminhopolitico.com.br
🌐www.debatepolitico.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário