Deputado Dr. João José

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Mato Grosso no Coração

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Edir Macedo teria desviado milhões do Banco Central

O Banco Digimais, controlado por Edir Macedo, voltou ao centro das atenções após reportagens apontarem uma grave crise financeira e um acordo de aquisição pelo BTG Pactual com apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Mas, afinal, o que está acontecendo e por que o caso mobilizou o mercado financeiro? Entenda os detalhes.
O clima em torno do bispo Edir Macedo está cada vez mais agitado. Novas informações que circulam na internet apontam um suposto rombo bilionário envolvendo o Banco Digimais, instituição financeira digital controlada pelo fundador da Igreja Universal. As notícias ganharam força após uma série de reportagens sobre a situação financeira do banco e um acordo para sua aquisição pelo BTG Pactual.
Nos últimos anos, o Digimais atraiu investidores ao oferecer CDBs com rentabilidade de até 125% do CDI, distribuídos por grandes plataformas de investimento, como BTG Pactual e XP. Segundo a Bloomberg Línea, a instituição acumulava cerca de R$ 9,1 bilhões em depósitos. A preocupação do mercado aumentou em março de 2026, quando veículos como Termômetro da Política e BPMoney divulgaram estimativas de que o banco apresentaria um patrimônio líquido negativo de aproximadamente R$ 8,5 bilhões.
Os problemas, entretanto, teriam começado antes. Em 2024, o Digimais trocou de empresa de auditoria três vezes no mesmo ano, durante a revisão de demonstrações financeiras relacionadas a fundos de direitos creditórios (FIDCs) conhecidos como Alpha, Omega, Abel, Delta e Tabor.
Já em 2025, o Banco Central determinou que o controlador realizasse um aporte de R$ 250 milhões na instituição. Segundo reportagens, o aporte não foi feito. No mesmo período, a Record Comunicação retirou cerca de R$ 2 bilhões que mantinha aplicados no banco. Em fevereiro de 2026, também veio a público uma disputa judicial de aproximadamente R$ 500 milhões envolvendo a Yards Capital e o fundo FIDC EXP 1.
Diante desse cenário, em 8 de abril de 2026, o BTG Pactual anunciou um acordo para adquirir o Digimais, em uma operação que conta com apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e ainda depende das aprovações dos órgãos reguladores.
Segundo analistas, o apoio do FGC ocorre porque uma eventual liquidação do banco poderia custar ainda mais caro ao sistema financeiro. Isso porque o fundo teria de ressarcir os depositantes dentro dos limites da garantia, utilizando recursos provenientes das contribuições mensais feitas pelos próprios bancos associados e não pelo governo federal.
Assessoria/ 111NEXT Brasil/Caminho Político
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