O candidato a deputado federal Gilberto Mello participou de mais uma edição do Conexão MT-251, do Alô Chapada, transmitido também pela TV Ecovale, canal 13.1, e apresentou propostas para Chapada dos Guimarães e Mato Grosso. Durante a entrevista, o ex-prefeito e atual vereador falou sobre o combate às apostas online, a situação do Portão do Inferno, habitação popular, abastecimento de água, preservação ambiental, turismo e o Festival de Inverno. Ao falar sobre sua trajetória política, Gilberto afirmou que disputa a nona eleição e destacou a experiência acumulada como vereador, presidente da Câmara, prefeito e secretário municipal. Segundo ele, a candidatura à Câmara Federal surge com o objetivo de ampliar a representação de Chapada e de Mato Grosso em Brasília.
“Eu tenho 54 anos de idade, essa é a nona eleição que eu disputo, já ganhei, já perdi, já ganhei, não levei, já sofri, todas as mazelas que um político pode sofrer, mas nunca desisti, nunca tenho vergonha de falar que eu sou político e gosto da política, porque é através da política que nós construímos o futuro de uma geração”, declarou.
Um dos principais assuntos da entrevista foi o combate às bets e às plataformas de apostas online, bandeira que Gilberto pretende levar ao Congresso Nacional. Ligado também ao Chapada Futebol Clube, ele afirmou que rejeita patrocínios de empresas do setor mesmo diante da dificuldade de financiamento do esporte local.
“A gente poderia muito com tranquilidade ter uma bet patrocinando a gente aqui, mas não dá. Não dá para misturar esporte com jogo, é um jogo de azar, é um jogo que você coloca na mão de criança, está na plataforma de celular. É muito fácil você apostar hoje”, afirmou.
Para Gilberto, o acesso facilitado às apostas tem provocado endividamento e dependência dentro das famílias. O candidato afirmou conhecer moradores de Chapada dos Guimarães que enfrentam problemas relacionados ao vício em jogos e disse que, caso eleito, pretende defender o fim das plataformas no país.
“A vivência nossa, pública, me levou a essa decisão de ser um combatente contra as bets. Se eu tiver a oportunidade de ser deputado federal, nós iremos apresentar projetos de cancelamento dessas bets no Brasil. Isso é um veneno para as nossas famílias, é um endividamento das nossas famílias, isso gera prejuízo aos nossos jovens”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de regulamentar e controlar as apostas em vez de proibi-las, Gilberto descartou um meio-termo.
“Não é, olha, não consigo aceitar, não tem nada que mude meu posicionamento. É o fim das bets no Brasil. Nós temos que lutar por isso. É uma campanha que eu comecei bem no comecinho. Eu queria colocar isso como plataforma minha de projetos futuros, se eu chegar à Câmara Federal”, afirmou.
Portão do Inferno
Outro tema central foi a situação do Portão do Inferno, na MT-251. Para Gilberto, uma solução definitiva para o trecho passa por maior diálogo entre o Governo do Estado, órgãos ambientais, técnicos e representantes políticos.
O candidato evitou apontar uma alternativa específica entre túnel, retaludamento ou outras intervenções e afirmou que é necessário construir uma solução tecnicamente possível antes de anunciar qualquer projeto.
“Não vou dizer que o projeto de ponta é melhor, ou túnel é melhor, retalodamento é melhor. Eu acho que faltou diálogo. Buscar as pessoas certas para poder aprovar esses projetos”, disse.
Gilberto defendeu que deputados federais e senadores atuem diretamente na articulação junto aos órgãos responsáveis pelos licenciamentos.
“Qual é a sugestão que vocês dão ao Parque? Qual é a sugestão que o CMBIU nos dá aqui para fazer esse trabalho, para poder nos dar o direito de ir e vir sem nenhum problema? Eu acho que está faltando isso, Cati. É buscar esses órgãos, um deputado federal buscando isso, um senador buscando isso”, afirmou.
Segundo ele, além de apresentar projetos, é necessário acompanhar tecnicamente as discussões e identificar quais intervenções são efetivamente viáveis.
“Também não adianta a gente inventar coisa que não dá para ser feita”, resumiu.
Habitação popular
Na área de habitação, Gilberto defendeu um modelo de loteamento popular que permita ao poder público disponibilizar terrenos às famílias, mesmo quando não houver recursos suficientes para entregar imediatamente casas completas com toda a infraestrutura.
Segundo ele, o custo elevado dos programas habitacionais completos dificulta a execução de projetos principalmente em municípios menores, como Chapada dos Guimarães.
“Então, na realidade, se a gente der uma condição de um terreno para essa pessoa, isso é o loteamento popular que eu falo, um terreno da condição daquela família construir, nem que seja um cômodo ou dois cômodos para essa família, essa nova família, estar nesse loteamento popular”, explicou.
O candidato defendeu que os municípios busquem alternativas próprias e articulem recursos estaduais, federais e emendas parlamentares para avançar gradativamente na infraestrutura.
“Não é o governo municipal. O estadual tem um foco, o federal tem um foco e esses focos acabam trazendo para uma cidade que não tem condição financeira de se fazer o mesmo foco do Estado e do governo federal. Então, a gente tem de inventar, tem de se reinventar para fazer”, declarou.
Água e crescimento de Chapada
A crise no abastecimento de água também entrou na entrevista. Gilberto afirmou que Chapada possui capacidade de captação, mas enfrenta deficiência na reservação, problema que se agrava nos finais de semana, feriados e grandes eventos, quando aumenta o número de pessoas na cidade.
“Nós temos uma baita captação de água de Chapada, mas falta armazenamento. Falta água justamente por esse fluxo de turistas e de veranês que vêm para a cidade. Eles vêm, têm um reservatório, esse reservatório vai lá no zero e ele passa a semana toda para recuperar”, afirmou.
Como alternativa, ele defendeu investimentos para ampliar a capacidade de armazenamento e citou um projeto que prevê levar água da região do Manso para abastecer Chapada.
“Fazer 10 milhões de litros armazenado. Se chover, tem esse armazenamento tratado ou não para poder fornecer para o sistema. Tem um novo projeto que está se viabilizando no governo estadual de trazer a água do Manso”, afirmou.
Segundo Gilberto, a proposta seria de grande porte e exigiria participação direta dos governos estadual ou federal. “É um projeto que não é loucura não. É um projeto ambicioso, mas é um projeto de mais de 50 milhões de reais”, disse.
Festival de Inverno
Gilberto também destacou o crescimento do Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães e afirmou que o evento se consolidou como instrumento de movimentação econômica, turística e cultural.
“Hoje, o Festival de Inverno é o festival que todo mundo quer tocar, todo mundo quer se apresentar, todo mundo quer se expor no festival, todo mundo quer vender no festival, porque virou um grande impacto comercial e cultural da Chapada e do Mato Grosso”, afirmou.
Durante a entrevista, ele afirmou ainda que pretende utilizar a experiência do evento para defender políticas de incentivo a festivais culturais em outros municípios de Mato Grosso.
“E é através desse festival de Chapada, Catiara, que a gente quer mostrar para o Mato Grosso que todas as cidades, não só turísticas, todas as cidades podem ter um festival cultural, um festival que agrega valores, que atende à nossa cultura, atende aos nossos artistas. E a gente pode ajudar muito isso como deputado federal”, declarou.
Preservação ambiental
Na parte final da entrevista, Gilberto também defendeu medidas voltadas à preservação das nascentes e cabeceiras existentes em Chapada dos Guimarães. Para ele, proteger essas áreas não é apenas uma questão ambiental local, já que os recursos hídricos da região também estão relacionados ao abastecimento de outras cidades.
“Nós temos que ter uma... Colocar em prática muito urgente a preservação das nossas cabeceiras”, afirmou.
Ao longo do Conexão MT-251, Gilberto Mello sustentou que uma eventual atuação na Câmara Federal será voltada à articulação de recursos e políticas públicas para municípios de Mato Grosso, com atenção especial às demandas de Chapada dos Guimarães, onde construiu sua trajetória política.
Assessoria/ Alô Chapada/Caminho Político
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