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Mato Grosso no Coração

quinta-feira, 21 de maio de 2026

PF apura emenda de Flávio Bolsonaro para ONG suspeita de esquema comandado pelos irmãos Brazão, condenados pela morte de Marielle Franco

A Polícia Federal (PF) investiga o envio de uma emenda parlamentar de R$ 199 mil enviada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à presidência da República, para uma organização não-governamental (ONG) suspeita de integrar o esquema de desvio de verbas públicas comandado pelos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, condenados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
A transferência bancária ocorreu em novembro de 2023, apenas um mês após o gabinete de Flávio Bolsonaro ter sido procurado por Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, que é policial militar da reserva e trabalhava como assessor de Domingos Brazão no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Ele também foi condenado por organização criminosa pelo assassinato de Marielle Franco.
A emenda parlamentar foi enviada para o Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), localizado na Taquara, reduto eleitoral dos Brazão na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
A quebra do sigilo telefônico de Peixe revelou que o esquema de captura de verbas públicas por meio de ONGs movimentou pelo menos R$ 268 milhões entre 2020 e 2024 por meio de emendas de diversos parlamentares.
No caso da emenda de Flávio Bolsonaro, a PF identificou mensagens trocadas entre Peixe e uma assessora do gabinete do senador no dia 24 de outubro de 2023. Pouco mais de um mês depois, em 29 de novembro, os R$ 199 mil já estavam na conta da Ifop.
Mesmo após a repercussão do caso Marielle, as investidas continuaram. Em 6 de novembro de 2024, já com os Brazão presos, Peixe voltou a procurar a assessora de Flávio pedindo mais dinheiro para que “o projeto não termine”, mas não há registros de novos repasses.
Fundada em 2008, a Ifop transita há anos nos círculos políticos do clã Brazão. Em 2023, a entidade recebeu o título de utilidade pública na Câmara Municipal do Rio pelas mãos do então vereador Waldir Brazão (União).
Além da verba enviada por Flávio, a ONG recebeu, em agosto de 2024, uma emenda de R$ 1,5 milhão destinada por Chiquinho Brazão, quando este ainda exercia o mandato de deputado federal antes de ser cassado.
Outro lado
O senador Flávio Bolsonaro alegou, por meio de nota enviada à imprensa, que o objetivo da emenda era apoiar um projeto esportivo para crianças vulneráveis e defendeu que “não é papel do parlamentar auditar como as emendas são utilizadas por terceiros”.
A direção da Ifop negou, ao jornal O Estado de São Paulo, qualquer ligação formal ou informal com Peixe ou com a família Brazão, afirmando que os recursos foram aplicados em aulas de futebol e que as contas foram prestadas ao Ministério do Esporte, com a devolução de saldos excedentes.
Assessoria/brasildefato/Caminho Político
Editado por: Luís Indriunas
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