O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou, na manhã desta terça-feira (1º), que pretende usar o debate promovido pela TV Gazeta para apresentar propostas aos eleitores e evitou entrar no clima de confronto que tem marcado parte da disputa pelo Governo de Mato Grosso. Antes do início do programa, nos bastidores da emissora, Pivetta conversou com jornalistas e garantiu que não pretende responder provocações nem participar de “baixarias” durante a campanha eleitoral.
Pivetta afirmou que encontros como o realizado pela TV Gazeta são importantes para permitir que a população conheça melhor aqueles que estarão nas urnas no dia 4 de outubro.
“Sempre é bom mostrar para a sociedade que, no dia 4, vai votar quem são os candidatos, o que pensam, o que pretendem fazer caso eleitos”, declarou.
Ao falar sobre a própria trajetória dentro do Executivo estadual, Pivetta destacou os sete anos e meio em que participou da administração do Estado e afirmou que a experiência adquirida no período será utilizada caso permaneça no comando de Mato Grosso.
“Nós estamos trabalhando no Governo do Estado já fazem sete anos e meio, com muito resultado. Aprendemos muito nesse período, aprendemos inclusive o que não é para fazer e vamos aplicar todo o nosso conhecimento daqui para frente para melhorar a vida do povo de Mato Grosso”, afirmou.
Questionado sobre qual postura adotaria no debate, o governador disse que pretende falar diretamente à população e concentrar sua participação naquilo que pretende executar caso seja eleito.
“Eu vou me dirigir ao povo mato-grossense, falar do que nós queremos fazer. É uma oportunidade de falar, nós vamos falar”, respondeu.
Pivetta também foi provocado a comentar os ataques registrados durante a campanha eleitoral. Ao ser questionado se considerava que as críticas direcionadas contra ele e outros candidatos faziam parte de uma estratégia para desgastar adversários, o governador minimizou a situação.
“Eu sinceramente não tenho sentido nada”, respondeu.
Diante de uma nova pergunta sobre os ataques, Pivetta voltou a dizer que prefere permanecer concentrado na gestão estadual e na campanha que realiza ao lado da candidata a vice-governadora Gisela Simona.
“Eu tô focado no trabalho, governar o Estado de Mato Grosso. À noite a gente faz campanha. Tenho conversado muito com a Gisela, tenho me sentido muito bem, não dou bola, porque, no caso de ataques, quem sofre é quem é atacado. E eu não me sinto atacado, por isso eu não vou sofrer por isso”, afirmou.
Para o governador, a preocupação de quem ocupa uma função pública deve estar direcionada aos problemas enfrentados pela população, e não às declarações feitas pelos adversários.
“Tem que sofrer pelos problemas reais e não pelas conversas que os outros fazem”, acrescentou.
Questionado diretamente se entraria em eventuais “baixarias” durante o debate, Pivetta rejeitou a possibilidade e afirmou que esse tipo de confronto não corresponde ao que os eleitores esperam dos candidatos.
“Não precisa. Não é isso que o povo quer”, respondeu.
Na sequência, Pivetta voltou a defender uma concepção de governo baseada, segundo ele, na capacidade de execução. O candidato afirmou não possuir interesse em poder por vaidade e repetiu que sua motivação está ligada à possibilidade de realizar ações à frente do Executivo.
“A única coisa que me interessa, eu não tenho centro de poder nenhum, não tenho nenhuma vaidade. A única coisa que me interessa é o poder de fazer. Esse me interessa”, declarou.
Pivetta afirmou ainda que, em todos os cargos eletivos que ocupou, procurou responder aos mandatos com trabalho e disse acreditar que, ao lado de Gisela Simona, poderá ampliar os resultados produzidos pelo Governo de Mato Grosso.
“Toda vez que eu tive mandato eu honrei o mandato com muito trabalho e agora eu e a Gisela vamos fazer muito melhor ainda”, disse.
O momento de maior impacto da entrevista ocorreu quando Pivetta citou diretamente o ex-governador Mauro Mendes. Mesmo classificando Mauro como um “grande governador”, o candidato afirmou que pretende fazer uma gestão ainda melhor.
“O Mauro foi um grande governador e nós vamos ser melhor do que ele, porque o tempo exige que a gente seja melhor”, afirmou.
Pivetta argumentou que Mato Grosso vive atualmente uma condição diferente e que a própria população passou a acompanhar e avaliar com maior atenção o desempenho do poder público.
“As condições, o Estado tá melhor, o povo já tem muito mais noção de pertencimento. O povo sabe avaliar o passado que nós tivemos, a desgraça que foi os desgovernos e o bom que é quando o governo é comprometido com as causas da população, quando o governo investe, quando faz a sua obrigação. Isso é bom para todo o povo”, concluiu.
A declaração reforça a estratégia adotada por Pivetta nesta reta da disputa: defender a continuidade do atual modelo administrativo, apresentar a experiência acumulada no Governo como diferencial eleitoral e, ao mesmo tempo, sustentar que uma eventual nova gestão deverá avançar além dos resultados obtidos nos últimos anos.
Assessoria/Caminho Político
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